quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Soneto da Rosa Tardia

Como uma jovem rosa, a minha amada... Morena, linda, esgalga, penumbrosa 
Parece a flor colhida, ainda orvalhada, justo no instante de tornar-se rosa. 

Ah, porque não a deixas intocada? 
Poeta, tu que és pai, na misteriosa fragrância do seu ser, feito de cada coisa tão frágil que perfaz a rosa... 

Mas (diz-me a Voz) por que deixá-la em haste, agora que ela é rosa comovida de ser na tua vida o que buscaste 
Tão dolorosamente pela vida ? 
Ela é rosa, poeta... assim se chama... 
Sente bem seu perfume ... 
Ela te ama...
Vinicius de Morais

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