quarta-feira, 6 de abril de 2011

Divagações

Autora: Sil Villas-Boas



Escuto a voz de minha respiração..... 
sussurros, ecos, reverberações de pensamentos,
instigados pelas ausências e saudades
Experimentadas.
Meu coração se acomoda pelas faltas de tuas palavras. 
Ficou adormecido na mudez de cada vazio 
que você me ofereceu. 
E agora, a criança que brinca na relva, 
nada mais representa, 
além de uma imagem perdida em algum canto
de um instante distante.
Estou atenta a tudo 
que minhas ressonâncias expressam:
Doçuras e amargos, 
ventanias e mormaços, 
silêncios e canções   
Estou sempre partindo 
sem chegar a lugar algum.

6 comentários:

The Well disse...

Recordações, sonhos...
Tudo que nos faz viajar!

Tão bom te ler antes de mimi...!!

Xerinho!!!

Tatiana Kielberman disse...

Sil, querida!!

Você pode não acreditar, mas sempre estamos indo em direção a algo... O rumo até parece obscuro em certos momentos, mas nos guia e faz ter vontade de respirar!!

Se não fosse assim, desistiríamos na primeira!!

E, principalmente, lembre-se sempre de dar voz a essa sua criança... Escute-a, pois ela precisa de você!!

Lindo poema... mas bola pra frente!!

Que venham apenas alegres divagações em seu caminho!

Um beijo especial!

Proesas disse...

A alma silencia por vontade de gritar, a boca cala por não ter o que falar, mas os meus anseios hei de contar: Caraca que poema! gostei
Bom dia

Joakim Antonio disse...

A criança nunca morre, ela adormece, mesmo dormindo sussurra: estou aqui, onde você quer chegar, dentro de ti.

Após assoprar o machucado, é hora de brincar novamente.

Paz e Luz!

Suzana Martins disse...

A alma grita no silêncio das palavras e rasga a alma num papel que chega inebriado de sentimentos....

Belo, querida!!^^

Muitos beijos

paulo disse...

Que bom ler-te e sentir todas estas coisas que nos passas.

Beijo