quinta-feira, 5 de abril de 2012

COAXARES, por João Maria Ludugero


Ao cair da noite
na Várzea das Acácias,
O cão vira-lata
late que late
doido a uivar pra lua
de quina pra rua nova.
A lua baixa se emaranha
na rua do arame
onde se acha a alegria
em algazarra
que salta aos olhos
de um magote de crianças
numa rica ciranda
de marré de si.
Entre ramas de maracujá,
eu pergunto ao sapo afoito
por que ele insiste em coaxar?
Ele simplesmente nem dá trela.
E tchibum! mergulha no rio Joca
a nadar com as jias e caçotes.
E eu? eu fico a contar estrelas
na esperança de efetivar
meus três pedidos
na cadência luminosa
de alguma delas.

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