sexta-feira, 31 de agosto de 2012

DOIDINHA, por João Maria Ludugero

Encontrei Luíza 
Na feirinha de domingo;
Trazia flores do campo 
Nas mãos inquietas
E um aceso fogo de esperança. 
Seus olhos luziam,
Faiscando só pra mim, 
Enquanto proseava na rua das pedras, 
Enlevada pelo Vapor da tarde amena.
Seu sorriso era potável, doce de beber
Como as águas minadas dos ariscos.
Havia nela varzeanidade e ternura,
Falava-me de lucidez e de loucura.
Observava-me, longe e perto, atenta
E logo me acenava, entretida
Com a beleza do seu mundo 
A evolar tantos perfumes de flor 
Pela Várzea a dentro.

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