quinta-feira, 1 de novembro de 2012

CHEIROS, por João Maria Ludugero


Tem gente que tem cheiro de chuva,
de folhas de outono cinza,
debaixo de um cajueiro em flor 
ou de mangueira no calor do verão, 
De sol quando acorda a aurora,
de café da manhã pela casa
e de flor quando estrela um sorriso.
Tem gente que tem aroma de jasmim,
quando no balanço da primavera.
Cheiro de dengo, de rio e de mar. 
cheiro de céu, de sal, de sol e de lua,
de cafuné sem pressa.
De brinquedo que faz a festança.
De passeio descalço no jardim.
De tarde amena sem fim...
Tem gente que tem alma de flor 
quando se vai, mas fixa seu cheiro.
Cheiro doce de alecrim, 
ou até mesmo um íntimo cheiro de peixe
por que não, se há um cheiro que atiça
aguçando os sentidos da gente... 
Lembro-me do teu corpo 
e do gosto do teu sorriso.
E agora...
Sinto cheiro de saudade 
do teu perfume natural, 
do cheiro que ficou pra sempre,
dentro e alto, saindo de nós.

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