sexta-feira, 9 de novembro de 2012

MEMÓRIAS DA VÁRZEA: CASINHA DO MATO VERDE, por João Maria Ludugero


De lá do  sítio do Vapor
Dá pra sentir o cheiro agreste que apraz
Do mato verde que o vento traz 
Da paz na escuta dos sons das folhagens 
E do encanto do bem-te-vi
Do canto do galo-de-campina
Do canto do canário-de-chão 
Que fazem a festa do verde perto 
Anunciando que a vida é simples.
A vida ali caminha devagar
O riacho escorre sem pressa
A abelha faz o mel no riacho do mel
Os anuns catam o gado a pastar
Como quem recebe um cafuné na nuca
Lá não carece de cancelas ou cercas
Nem de tramelas nas janelas
Nem do medo da cuca pegar,
Todos os bichos convivem ao léu
Os cães brincam com os gatos aos sopapos,
As galinhas-de-angola cantam forte 'tô-fraco',
Enquanto abandonam seus ninhos pelo mato
Para outra galinha-mãe de aluguel cuidar da ninhada
Como se fossem seus os pintinhos e os patos...
Tem coisas que só se pode ver de perto
Na casinha verde lá da minha Várzea 
Da inesquecível Joaninha Mulato.

Nenhum comentário: