quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Um conto de amor? Talvez... by @rosamariaroma

 
 
Nem todo final tem que ser feliz, nem todo final tem que ser exatamente um final, muitas vezes, é só um recomeço, meio torto, sem cor. Mas do jeito mais certo, espera!
Certo não...
Nessa vida louca, não dá para ter certeza de nada! Melhor refazer o pensamento...
Nem todo final tem que ser feliz, nem todo final tem que ser exatamente um final, muitas vezes, é só um recomeço, meio torto, sem cor. Mas do jeito mais adequado para o dito momento.  O rapaz ali parado, olhando para aquela moça do conto de fadas as avessas partir, ficou imaginando diálogos:
- Talvez tivesse sido interessante ouvir a história dela, talvez ela seja bem divertida, adore café como eu, odeie as canções do Elvis, ou não, talvez...
A Vida, essa senhora mimada, que se aproveita dos ‘não felizes para sempre’ e jogou a moça dos contos de fada, nos braços da solidão, esta que saqueou todas suas emoções, cobrindo seus dias de neve, onde o fantasma do passado constantemente a sondava, volume alto e sua canção, talvez a favorita, começou a tocar...
And now the end is near
So I face the final curtain
My friend, I'll say it clear
I'll state my case of which I'm certain
I've lived a life that's full
I've traveled each and every highway
And more, much more than this
I did it my way
Regrets, I've had a few
But then again, too
few to mention
I did what I had to do
And saw it through without exception
“My way” Elvis Presley 
 
 
A canção prosseguia, os pensamentos emudeciam, o frio começava habitar o corpo... Olhou pelo retrovisor, encostou o carro, timidamente desceu e sorriu...
- Tem café por aqui?
Os braços prolongaram-se ao encontro do olhar carinhoso.
- Sim, mas Alice não prefere chá?

- Caríssimo Sr. Elvis, somos a contradição dos contos de fada e eu... Só preciso de um café. 


Um comentário:

João Maria Ludugero disse...

Que lindo texto! Adorei. Forte abraço Rosamaria!
Seu amigo João Ludugero