domingo, 21 de outubro de 2012

AQUARELA, por João Maria Ludugero

Todo santo dia 
Eu me derramo em tintas
Pintando o sete 
E o diabo a quatro...
Eu gosto de pintar céus,
Alaranjar poentes, 
Descansar a vista ao léu
Ou tonificar pincéis
Em ternos cinzas no outono
Aquarelando assim
A passagem do tempo
da íris ao arco da velha!