domingo, 24 de novembro de 2013

MEU MUNDO DA POESIA, A PARTIR DE VÁRZEA-RN, Por João Maria Ludugero, Advogado, Escritor/Poeta.

MEU MUNDO DA POESIA, A PARTIR DE VÁRZEA-RN,
Por João Maria Ludugero, Advogado, Escritor/Poeta.

Eu sou poeta. Eu sou um escritor que burila as palavras com o intuito de mexer com sentimentos. Eu não vivo a lamentar que a melhor poesia não volte mais. Aliás, ela sempre volta, pois a poesia está viva, a toda hora se faz poesia, horas a fio.Se a gente observar, em algum canto da nossa casa está ao menos um livro de poesia. Se não há nada escrito, nenhum livro sequer, há o sentimento solto pelos corredores da casa, talvez até estampado num vaso com uma flor esquecida num canto. Porque poesia é sentir.

Denota-se que sempre existe alguém produzindo poesia, elaborando a história particular de cada poesia, de cada sentimento. Eu, com toda modéstia, faço poesia, recrio o mundo, sem a necessidade de ser cabotino.

Eu gosto de escrever, de fazer poesia. Sempre gostei de buscar o que se pode buscar no âmago da palavra, o que se pode sentir. Isso nasceu comigo, é algo que não dá para desvincular da minha pessoa, não há como dissociar isso de mim, pois, com minhas reflexões doces-amargas, amoráveis-burlescas, eu procuro transformar uma madeira tosca (a vida com ausência de felicidade) em obra de arte (a vida feliz). Contudo, não me preocupo se a poesia vai sair com rima. Dou ritmo ao poema, ele flui e acontece. Poema feito, redigido no papel, leio e releio o escrito. Apago, borro, passo de novo a borracha. Acerto as arestas, o poema toma forma.

Eu sei que existem vários estilos poéticos, os mais rudes ou eruditos, impregnados da mais imaginativa e emocionante poesia. Eu simplesmente vou tocando as ideias, o sentimento verdadeiro, dou força às palavras. É a força da poesia, ou melhor, é o mistério da poesia. Sem necessariamente me embriagar, drogar-me para descobrir o melhor mote do caminho poético.
Alguém pode me indagar: – Quem é você poeta, vindo lá de uma cidade tão pequena feito Várzea, qual é seu mundo, poeta varzeano? Um mundo próprio. Um mundo com jeito simples de viver. É o mundo-da-lua?

Meu mundo, é o mundo das palavras, um nicho de autênticos significados, um mundo real e não imaginário, o mundo que faz o coração sentir! E vou assim, escrevendo o que o coração manda, orientado pela minha cabeça de poeta. E vou avançando o meu caminho, sem medo, sem pressa, objetivando tocar o coração de alguém, ou, quem sabe, tocar o sentimento, sem esperar nada em troca. Apenas escrevo para que as palavras não se percam ao vento. Gosto de guardar minha poesia, dentro de arquivos ou escaninhos vivos, para que o registro fique para a História. Sou seguro de mim, mas gosto de me assegurar que amanhã alguém terá minha poesia para ler, mesmo depois da minha partida.

Eu gosto de dizer, sempre, e repetir com orgulho: Várzea me deu prumo, bússola e norte para seguir a escrever o que sinto. Viver ali me deu inspiração para ser o que sou: Advogado, Escritor e Poeta. A gente nasce para ser o que vem a ser. Eu sempre quis ser o que sou. E assim sou o homem mais feliz do mundo! Sou potiguar! Que beleza! E a nossa Várzea, cidade pequena, que nada! Ela é grande demais no coração da gente!

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