quinta-feira, 28 de agosto de 2014

ADEUS, ALDENIRA! por João Maria Ludugero

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ADEUS, ALDENIRA!
por João Maria Ludugero

Com tua presença, havia sorriso em toda Várzea,
Na sala-de-estar jogava com muitos risos
As flores das mãos a partir do alpendre,
Dentro da tarde amena que ainda me nina
Desde o oitão até à varanda da casa caiada.

Lusco-ofuscou-se o laranja do crepúsculo,
Anoiteceu novamente o clarão do dia
Que se despontava além do horizonte
Ainda a preservar os risos constantes
E toda a estripulia erguida nas mãos
Daquela menina astuta levada da breca.
Mais tarde soava um adeus,
Quando estavas acostumada a dizer até mais.
Pouco tempo se passou e a penumbra
Despencou-se ao dia…
Bem-te-vis voavam sobre a casa
Desde o pé de graviola,
Dentre o sorriso de antes…

E ainda tinhas um clarão nas mãos,
Mas sozinha disse repentino adeus,
Quando pássaros verdes esvoaçavam
Anuciando sua partida ao céu de São Pedro Apóstolo,
A nos deixar de coração partido,
Todo mundo cheio de saudades.

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