domingo, 24 de agosto de 2014

CONTENTAMENTO, joão Maria Ludugero

 
 
 
 
CONTENTAMENTO,
joão Maria Ludugero

Manhã de domingo, ensolarada, 
Dia de paz, de flores, de jardinagem, 
Vou, contente, dar um trato nos canteiros, 
Cuidar dos hibiscos, dos vasos na varanda...

Virão comigo a correr dentro e alto, assim,
O amar-elo em cores depois de tantos sóis,
Pelas bermas das onze-horas e do vento, 
Borboletas, louva-deuses e eufóricos colibris, 
Embalados ao cantar dos bem-te-vizinhos astutos, 
Emoldurados e cheios do azul do firmamento... 
Vou regar a fascinante alamanda dourada,
Tornar minha casa caiada tão multicolorida, 
Deliciosa, perfumada de jasmim-manga e lavanda...

E após essa jornada tão reflorida de ávidos ânimos,
Deitaremos numa rede no alpendre ao bem-estar, 
Amor tecendo as dores sem esquecer das estrelas
Na cadência dos palpites entristecidos ao léu,
Depois de assanhar até os pelos da venta...
Ganhar o mundo a partir do vão das quatro bocas,
Com toda alegria e coragem, sem medo da cuca!

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