quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Necessitamos Voar


Agora mais do que nunca, a causa da mulher 
é a causa de toda a HUMANIDADE.  

Para cada mulher forte cansada de aparentar debilidade, 
há um homem débil cansado de parecer forte. 

Para cada mulher cansada de ter que agir como tonta, 
há um homem agoniado por ter que aparentar saber tudo.

Para cada mulher cansada de ser qualificada como“ser emotivo", 
há um homem a quem se tem negado
o direito de chorar e ser“delicado”. 

Para cada mulher catalogada como pouco feminina quando compete,
há um homem obrigado a competir para que não se duvide
de sua masculinidade. 

Para cada mulher cansada de ser um objeto sexual,  
há um homem preocupado com sua potência sexual.  

Para cada mulher sem acesso a emprego ou a um salário satisfatório, 
há um homem que deve assumir o sustento de outro ser humano

Para  cada mulher que desconhece os mecanismos do automóvel, 
há um homem que não aprendeu os segredos da arte de cozinhar. 

Para cada mulher que dá um passo em direção à sua liberação, 
há um homem que redescobre o caminho da liberdade.

A Humanidade possui duas asas: Uma é a mulher, a outra é o homem. 
Enquanto as asas não estiverem igualmente desenvolvidas, 

A HUMANIDADE NO PODERÁ VOAR.  
NECESSITAMOS  UMA NOVA HUMANIDADE. 

Necessitamos  VOAR

B. Boutros Ghali. - Colaboração: Silvério Reis

terça-feira, 28 de setembro de 2010

CONCLUSÕES LÓGICAS



Não se renda à tentação

Entre aquilo que você quer e aquilo que você pode, fique com aquilo que você deve fazer.

Não se aflija diante dos obstáculos.

Existem problemas que pedem tempo a fim de serem eficientemente resolvidos, de modo a não ocasionarem problemas maiores.

Não se precipite em suas decisões.

Se você não sabe que rumo tomar é sinal que todas as suas possibilidades de seguir adiante necessitam ser revistas.

Não critique ninguém.

Todas as pessoas, qual acontece a você, trazem Deus dentro de si.

Não guarde ressentimento no coração.

A mágoa que você nutra a respeito de alguém será sempre o melhor processo de lembrar quem você deseja esquecer.

Não pare de trabalhar.

No serviço do bem aos semelhantes você encontrará, com o sábio concurso do tempo, a solução natural para todas as questões que o perturbam.

Não reclame da cruz que carrega.

Sem ela, é provável que você não tivesse no que se apoiar para, embora a passos lentos, avançar com segurança.

André Luiz

sábado, 25 de setembro de 2010


“Para alcançar o conhecimento, acrescente coisas todos os dias. Para alcançar a sabedoria, remova coisas todos os dias.”


"A perfeição do que dá ordens é ser pacífico; do que combate, carecer de cólera; do que quer vencer, não lutar; do que se serve dos homens, pôr-se por embaixo deles."
 (Lao Tse)


"Nunca deixe de ser criança, acreditar na vida, em seu Coração. O paraíso são nossos pensamentos.
A vida não nos pergunta quando seguir e está sempre em renovação.
É acordar... Abraçar os sonhos e fazê-los vibrar cheios de encanto e magia.
Mergulhe no mar de suas emoções e não esqueça sua esperança, sua fé, com elas podemos fazer nosso mundo cada vez melhor.."


[Tashi Delek]

domingo, 19 de setembro de 2010

Que Eu Não Perca...


Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO, mesmo sabendo que as rosas não falam...
Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro que nos espera pode não ser tão alegre...
Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos,  dolorosa...
Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas...
Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...
Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia...
Que eu não perca a VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...
Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão meus olhos...
Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos...
Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...
Que eu não perca o SENTIMENTO DE JUSTIÇA, mesmo sabendo que o prejudicado possa ser eu...
Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos...
Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VER, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...
Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...
Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...
Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo sabendo que o mundo é pequeno...
E acima de tudo...
Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!
Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...
A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS E CONCRETIZADA NO AMOR!
Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O Verdadeiro Sentido da Vida


Cada um de nós encontra em sua vida um ser especial.
Às vezes é um avô, um professor, um amigo de família.
Uma pessoa mais velha, paciente e sábia, que se interessou por nós e nos compreendeu quando éramos jovens, inquietos e inseguros.
Uma pessoa que nos fez olhar o mundo de um outro ângulo. Uma pessoa que com seus conselhos e seu afeto nos fez encontrar nosso caminho.
Assim aconteceu ao jovem Mitch Albom que se tornaria o colunista esportivo numero um da América.
Durante os anos universitários, um professor lhe foi um grande amigo. Esse amigo lhe ensinou a amar os livros de forma autêntica.
Mesmo fora dos horários das aulas, eles se encontravam para discutir assuntos sérios. Assuntos como as relações humanas. Nessas ocasiões, o professor lhe dava lições extraordinárias de vida.
Certo dia, porque o aluno se queixava do choque entre o que a sociedade esperava dele e o que ele queria para si mesmo, o professor lhe falou:
A vida é uma série de puxões para a frente e para trás. Queremos fazer uma coisa, mas somos forçados a fazer outra. Algumas coisas nos machucam, apesar de sabermos que não deviam. Aceitamos certas coisas mesmo sabendo que não devemos aceitar nada como absoluto.
Mas o amor, dizia ele, o amor vence sempre.
Quando saiu da universidade, Mitch era um jovem idealista. Prometera a si mesmo que jamais trabalharia por dinheiro, que se alistaria nos corpos da paz, que viveria em lugares belos e inspiradores.
Mas os anos passaram e ele acabou trocando montes de sonhos por cheques cada vez mais gordos.
Então, um dia, dezesseis depois, ele tornou a encontrar o seu professor. Bem mais velho e doente.
Eram os seus últimos meses de vida. Durante 14 semanas, até a sua morte, trataram de temas fundamentais para a felicidade e a realização humana.
Era a última grande lição: um ensinamento sobre o sentido da vida.
E o jornalista reavaliou sua vida. Refletiu sobre as verdades ensinadas pelo professor, como a da necessidade de buscar também o crescimento espiritual.
De deixar de se preocupar tanto com coisas materiais e observar o universo ao seu redor. O universo das afeições. A natureza que nos cerca.
A mudança que se opera nas árvores, a força do vento, as estações do ano.
E o velho mestre, caminhando para o túmulo arrastado por enfermidade incurável, finalizou a última grande lição ao seu antigo aluno com a frase:
"Meu filho, quando se aprende a morrer, se aprende a viver."
A vida física é uma breve etapa. Sabedoria é ser aberto para as coisas belas que ela nos oferece. Para isso é preciso ignorar o brilho dos valores que a propaganda nos passa.
É preciso prestar atenção quando os entes queridos falam, como se fosse a última vez que os ouvisse.
É preciso andar com alegria como se fosse a última vez que pudéssemos estar de pé e nos servir das nossas pernas.
E, acima de tudo, lembrar que sempre é tempo de mudar.

Colaboração – Silvério Reis

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

SAWABONA (Sobre estar sozinho)


Por Flávio Gikovate

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio.
As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.
A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal. A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.  O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou.
Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta a energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado, Visa à aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável.
Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...

PS: Caso tenha ficado curioso em saber o significado de SAWABONA, é um cumprimento usado no sul da África e quer dizer 
"EU TE RESPEITO, EU TE VALORIZO, VOCÊ É IMPORTANTE PRA MIM.

Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA, que é
"ENTÃO, EU EXISTO PRA VOCÊ"

Colaboração – Sidarta Reis

sábado, 4 de setembro de 2010

Dois Momentos

Teço minhas lembranças no silêncio das horas.
Ao longo da vida, ganhei e perdi.
Pessoas, sonhos, objetos que me eram caros.
Ilusões, tristezas, alegrias
Manhãs de sol, tardes alegres, noites e lágrimas
Madrugadas insones e insanas
Vivo de momentos reflexivos, sempre a perguntar, o que faço?
Que caminhos percorrer pra me achar?
A dor que vagueia em mim é profunda
Às vezes a escondo, noutras vezes ela some e depois surge repentina
Cada vez mais forte, aguda, poderosa
Ferindo meu corpo, coração e mente
Despedaço-me sempre que não sinto
Os poucos instantes mágicos que equilibram minha existência
Vazia, morna, sem cores e luzes
Raras são às vezes em que faço a transmutação
Da dor para o alivio.
Então respiro alegre, serena, tranqüila.
Como se meu passado doído não existisse pra mim.
Aproveito cada um destes flashes
Em que me vejo na plenitude de ser mulher
Completa, em Harmonia, Feliz