quinta-feira, 8 de março de 2012

VARZEANINHA, por João Maria Ludugero


Tu passas com ares de gazela
Espio e só vejo um vulto fulgurante,
Labareda de um fogo reluzente
Que me acende com seu lume.
Cintila no ar teu cabelo, tua tez
Morena com aroma de frutas mordidas,
Cristalina como água de mina dos ariscos.
Igual a ti, brejeira, outra terra não fez!
E assim sublime, sonho-te faceira, 
E ao sonhar-te, sinto-me contente no lajedo 
A ganhar um prêmio, um louro, um troféu.
É de bom agouro eu fitar teu rosto,
Ao me deleitar, em êxtase, disposto
Anjo-guardado por arcanjos em todo o céu
Em que se transforma a Várzea de São Pedro.