domingo, 20 de abril de 2014

VÁRZEA NUMA RUAZINHA GRANDE, por João Maria Ludugero


VÁRZEA NUMA RUAZINHA GRANDE,
por João Maria Ludugero

Pela rua grande
Aos solavancos
Avança o sol amarelo
Anda a simplicidade
Num lugarejo varzeano
Num agreste interiorano
Com poeira levantando
A esbugalhar a solidão dos dias
Dentro e alto de uma singela tarde amena
De onde vejo um pé de graviola
Desde o oitão da casa de Seu Odilon,
Várias casas caiadas de branco
Dentre tantas outras multicoloridas de alegria
Com janelas abertas ao vento
A evolar a perfumada brisa
Chamando baixinho
Alguém de lá dentro
E prossegue a ruazinha grande
Até as quatro bocas aos magotes
De meninos levados da breca
A partir de cancelas abertas
Na vida que se transforma
Em singelo e maravilhoso encanto
Ao surgir o semblante da beleza
Daquela que é flor espairecida
Daquela que é reflorescida
Daquele lugar que é amor
Para a festança dos olhos
Que em tudo enxerga
O repouso do paraíso
O jardim florescente de jasmins
Em cada recanto da seara de São Pedro apóstolo
De sentinela na torre da igreja-matriz
A proteger essa gente tão amada,



Tão arrimada em nossa Várzea das Acácias!