segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Estrelas


  Por Sil Villas-Boas



Falo, calo e estremeço no ato do Amor.
Rio, sofro, sonho e perdoo por Amor.
Trago no íntimo a raiz do amor.

Transbordo na paixão.
Quando transcrevo tênues linhas de versos soltos.
Versos onde revelo as emoções da alma.

Emoções que despontam em diálogos com as estrelas.  
E elas me respondem com seu cintilante brilhar.
Emoções que despertam meus anseios, saudades,  
As minhas horas perdidas sem você.

E tudo se acalma quando a emoção vem mansa, 
feito criança.

E me desperta para mostrar 
os pontos brilhantes dos teus olhos. 
A me enxergar por dentro.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O Tempo












A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.




Mário de Miranda Quintana. 


Nasceu em Alegrete em 30 de julho de 1906 e faleceu em Porto Alegre em 5 de maio de 1994. 

Foi Poeta, tradutor e jornalista brasileiro. 

Fonte: http://bypoesia.blogspot.com/2009/03/o-tempo-mario-quintana.html

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Então que seja doce!

Por Rosamaria Roma
Sabe
Eu acho que não sei fechar ciclos
Colocar pontos finais.
Comigo são sempre vírgulas, aspas, reticências.
Eu vou gostando
Eu vou cuidando
Eu vou desculpando
Eu vou superando
Eu vou compreendendo
Eu vou sofrendo
Eu vou doando
Eu vou relevando, eu vou…
E continuo indo, assim,
Desse jeito, sem virar páginas, sem colocar pontos.
E vou dando muito de mim.
E aceitando o pouquinho que os outros têm para me dar.



Olá amigos!
Sempre me pergunto como pode o Caio F. de Abreu me entender tanto?
Como ele pode me traduzir nas suas linhas tão perfeitamente.
Obrigada Sil, pela amizade e por todo carinho.
Beijos

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O que você tem? Por Sofia Lima



Mesmo que goste de sorrir, hoje o dia me deixou triste. As vezes, o mundo te machuca, te arrasa, te traz mágoas que doem um pouco. E quando isso me acontece, busco conforto em boas leituras. Como o texto transcrito abaixo, postado pela querida Sofia Lima na página "Rosa Com Prosa" do Facebook. O texto reflete exatamente como me sinto agora. Vamos apreciá-lo?

Hoje acordei sentindo uma grande dor no peito. Sentei-me ao pé da cama, coloquei minha mão sobre meu peito, e perguntei ao meu coração: O que você tem? Porque está tão inquieto dentro de mim? Você está doente?
Fiquei uns minutos em silêncio e ai ele me disse: Estou tão triste. Sinto-me tão pequeno. Estou magoado com você! Fiquei sem jeito e perguntei: O que foi que eu te fiz? Ele respondeu: Você sofre tanto com as pessoas, preocupa-se com elas, procura ser prestativo e na maioria das vezes, sempre se decepciona. Você ama e depois sofre e fala que a culpa é minha. Você espera por algo que não vem e fica triste. Aí você chora e dói em mim. 

Preciso de curativos para um coração partido. Curativos que estanquem essa sua tristeza, essa sua mágoa, essa sua solidão. Curativos que absorvam esse sofrimento, essa ferida que não se vê, apenas se sente. Que sejam fortes, e a prova d’água, para que não se estraguem com suas lágrimas. Queria poder colocar você dentro de mim, secar suas lágrimas, te dizer que tudo vai passar e te proteger das decepções da sua vida, afinal você já sofreu tanto que não sei como ainda consigo bater forte em seu peito! 

E que no dia de amanhã este meu coração esteja mais tranqüilo.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

De Olhos Fechados

Por Sil Villas-Boas 
De olhos fechados, escrevo versos.
Desenho sorrisos. 
Teço sonhos. De olhos fechados, construo palavras, que preenchem meus quartos vazios.  Que povoam tua ilha. 
Os olhos fechados me fazem observar a solidão de tua alma. E a tristeza da minha.

De olhos fechados
Aceito teus sinais fechados
Aceito as frases que você nunca disse.
Aceito minhas saudades que não consegui perceber
Aceito as minhas horas noturnas.
O sol que se econde de mim.
As minhas dores refletidas na lua, Aceito....
De olhos fechados, absorvo a escuridão das ruas da cidade
Em contraste com o brilho tímido 
Das estrelas no céu.
De olhos fechados,
Antevejo você em mim
E não me enxergo em você. 

"Aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá 
Aonde quer que eu vá"
(Os Paralamas do Sucesso)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Factício


Dizem que toda decisão implica sacrifício
Mas não sacrifico esse meu vício
Quero fazer dessa arte um ofício
Quero viver, quero o mesmo do início.

Meu bem, desse jeito vou parar num hospício,
Por uma alucinação, por viajar no fictício
Que acredito convicto, é factício,
Mas de loucura todos temos resquício.


Eu vou usar de todos os meus artifícios
Nada que eu faça será desperdício
Não espero nem desejo nenhum benefício
Não espero nem desejo também malefício.

Eu quero pular de cabeça nesse precipício
Te faço um poema, uma musica, um suplício,
Necessito, vivo, tenho esse desejo vitalício,
Vejo tudo que é antes, um exercício.
Cristian Steiner


"Olhar o mundo com a coragem do cego. 
Ler da tua boca as palavras com a atenção do surdo
Falar com os olhos e as mãos como fazem os mudos."
(Diário de Cazuza)

Deixe Secar

Colaboração: Max Psycho


Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas. 

No dia seguinte, Júlia sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar. 

Mariana não podia, pois iria sair com sua mãe naquela manhã. 

Júlia então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio. 

Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial. 

Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. 

Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada. 
Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou: 
'Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? 
Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão. 
Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Júlia pedir explicações. 
Mas a mãe, com muito carinho ponderou: 
Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa? 
Ao chegar em casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou. 
Você lembra o que a vovó falou? 
Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. 
Depois ficava mais fácil limpar. 
Pois é, minha filha, com a raiva é a mesma coisa. 
Deixa a raiva secar primeiro. 
Depois fica bem mais fácil resolver tudo. 
Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu seguir o conselho da mãe e foi para a sala ver televisão. 
Logo depois alguém tocou a campainha. 
Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão. 
Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando: 
'Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente? 
Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. 
Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado. 
Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro 
brinquedo igualzinho para você. 
Espero que você não fique com raiva de mim. 
Não foi minha culpa.' 
'Não tem problema, disse Mariana, minha raiva já secou.' 
E dando um forte abraço em sua amiga, tomou-a pela mão e levou-a para o quarto para contar a história do vestido novo que havia sujado de barro. 
Nunca tome qualquer atitude com raiva. 

A raiva nos cega e impedem que vejamos as coisas como elas realmente são. 
Assim você evitará cometer injustiças e ganhará o respeito dos demais pela sua posição ponderada e correta diante de uma situação difícil. 

Lembre-se sempre: 
Deixe a raiva secar

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Cartas para Julieta

Por Rosamaria  Roma
Recebi um texto, do filme Cartas para Julieta.
Assisti esse filme, já faz uns meses, e fiquei bastante tocada por ele.
Quem assistiu sabe do que eu estou falando.
Quem não assistiu deveria assistir.
É muito bom, para se refletir sobre o que andamos fazendo do coração.

Um beijo grande pra todos!


Duas palavras tão inofensivas:

“E"
"SE"

Mas experimente colocá-las juntas, assim lado-a-lado.
E elas têm o poder de assombrá-las pelo resto da sua vida.
E se? E se? E se?...

Você só precisa ter coragem de seguir seu coração.

Não sei como é o amor como o de Julieta
Um amor pelo qual deixar entes queridos
Um amor pelo qual cruzar oceanos
Mas quero acreditar que...
Se um dia sentisse esse amor
Teria a coragem de agarrá-lo?

Twitter: @RosamariaRoma


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Despedida

Cecília  Meireles

Por mim, e por vós, e por mais aquilo 
que está onde as outras coisas nunca estão,
 
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
 
quero solidão.
 

Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
 
E como o conheces? - me perguntarão.
 
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
 
Nenhum inimigo e nenhum irmão.
 

Que procuras? Tudo. Que desejas? - Nada.
 
Viajo sozinha com o meu coração.
 
Não ando perdida, mas desencontrada.
 
Levo o meu rumo na minha mão.
 

A memória voou da minha fronte.
 
Voou meu amor, minha imaginação...
 
Talvez eu morra antes do horizonte.
 
Memória, amor e o resto onde estarão?
 

Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
 
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
 
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
 
Quero solidão.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Poema da Rosa


Por Sil Villas-Boas


E da Rosa nascem versos perfumados.
Puros e expressados sob a forma do Sentir Amor. 
E a Rosa ama, verseja nos seus instantes mais altos.
E do sorriso da Rosa nascem letras, 
que se transformaram em versos, 
que escorrem para as linhas do papel. 
E a moça Rosa se tornou toda feliz. 
Com seus versos perfeitos.

Inspirado no Post "Feito Poesia" por Rosamaria Roma.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Bailarina


Por Sil Villas-Boas
Dance, pequena bailarina.
No seu pequeno palco sem luz
Dance nos dias brancos
E nas noites azuis
Dance, pequena bailarina
Deslize sob a pele nua
Com seu vestido prateado
Expressa uma dor que não sua
E ela dança em sentimentos
E
ela dança devagar
Refletindo pensamentos
Tristes e presos num olhar.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

ACORDEI

Por Silvério Reis
Acordei com raios de sol brincando 
no travesseiro. 
Despertei sorrindo
Com fome de vida.
Sinto que o próprio dia espera 
o alvorecer para ser autentico.
Para ser mais dia
Sorvo intensamente
Cada dia... 
Antes que se torne
Ontem... Sem cobrar 
Do amanhã.....

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Deduzo que seja Amor

Quando criei meu blog, a primeira coisa que pensei foi:
Não vou escrever sobre o Amor
É um tema muito brega!
Mas quando vejo, já estou lá nas linhas e nas entrelinhas...
Dedilhando o mais belo dos sentimentos.
E quer saber!
Eu adoro ser assim...
Romântica
Um beijo grande a todos!





Procuro meu destino
Viajo nos pensamentos 
É um sonho?
Uma realidade?
Um cotidiano?

Não sei
Apenas sinto

Sem motivos
Ou razões
Deduzo que é amor

Um sentimento
inexplicavelmente inesquecível
Como um instinto
Daqueles que simplesmente acontece
Como se tudo fosse premeditado
Como se tudo estivesse ali

Escrito nas estrelas



@RosamariaRoma


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Inevitável

Por Sil Villas-Boas 

E quando seguia sozinha em minhas estradas vazias
E quando imaginava cores nas minhas noites em preto e branco
E quando já aceitava as dimensões de minhas ruas, 
dos meus espaços irregulares, dos meus becos estreitos....

Você retorna para mim
Com aquela tua maneira deselegante de olhar a vida:
Liberto dos seus medos.
Com tua alegria de olhos infantis.
Com tua ânsia de renovar os instantes passados
Continuas com tuas velhas manias
De tatuar teus versos no meu corpo
De sussurrar em minha boca poemas sutis
De fantasiar meus ouvidos com doces sentimentos
De povoar minha mente com tua realidade imaginária

Inevitável
Não sentir na pele as dores de tua tatuagem
Não experimentar na boca o gosto amargo dos teus poemas
Não levitar e cair, nas fantasias e ilusões do teu sorriso
Inevitável não vendar minha mente para tua voz
Inevitável é descobrir que na verdade,
Você nunca foi embora de nós.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Feliz Aniversário, Max



Bom dia gente.

Hoje não vou postar poesias. 
Em vez disso, farei uma uma pequena homenagem 
a um grande amigo virtual que aniversaria hoje. 
O Marcelo, mas conhecido aqui no meu "Jardim" e no Twitter por Max Psycho. 


Caro Marcelo. Parabéns por seu aniversário. Em poucas palavras, quero te dizer o quanto o admiro por você:




Ser um grande amigo
Sempre me fazer sorrir.
Ser um guerreiro valente na vida
Sempre mandar pra mim mensagens lindas e filosóficas.
Ser esta pessoa especial que me dedica uma Amizade
Verdadeira, Sincera e Desinteressada.
Parabéns pelo dia de hoje, que é seu aniversário.
E que a nossa amizade, tal qual já dizia o Vinicius de Moraes
Seja Infinita enquanto dure.    

Feliz Aniversário, Anjinho

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Viver não Dói - Carlos Drummnond de Andrade

Por que teimamos tanto em sofrer por Amor? 
O Amor é para ser experimentado nos poros, 
intensificado dentro de nós.
Amor é  tudo que nos faz respirar, 
nos faz levitar de desejos 
nos faz viver em plenitude
Amor é tudo aquilo que revoluciona 
a mente, espírito e coração. 


Definitivo, como tudo o que é simples. 
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. 

Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. 

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. 

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.  Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. 

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. 

Como aliviar a dor do que não foi vivido?  A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!!  A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
  
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.