segunda-feira, 18 de agosto de 2014

AMIZADE PLENA, por João Maria Ludugero


 
 
 
 
 
 
 
  
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
AMIZADE PLENA,
por João Maria Ludugero

Dia-após-dia, não só de manjar,
Espelho-me em contentamento,
Em alegria, formosa centelha celeste,
Todos as criaturas se envolvem
Ali onde o mais doce voo se detém.

Dessa magia bebem todos os seres
No seio da natureza tão solta e astuta:
Todos os bons, todos os cabras da peste,
Seguem seu rastro de jasmim-manga.

E são tantas onze-horas nos dando cores,
De cor e salteado, em fugaz estripulia
De marias-sem-vergonha pelas quatro bocas,
Dão néctares de flores à alma encachaçada,
Dão beijos ao colibri entretido no vão das fantasias
E fazem de mim um bem-te-vizinho leal até à morte;
Dão-nos força para a lida a correr dentro e alto
E um tapete mágico e possante aos amigos-anjos,


Aqueles que nos elevam/guardam diante de Deus!

O VELHO TERNO EM ESTILO, João Maria Ludugero

 
 
 
 
 
 
 

O VELHO TERNO EM ESTILO,João Maria Ludugero

Não só de vestir ou esbugalhar seus botões,mas, no guarda-roupa do meu quarto ainda escondode tempo e traça meu terno cinza de riscas de giz.É de tecido bem polido, bem passado ao pó das horas gris.Eu o adquiri com estima e o vesti com todo estilo,meu terno de amante em paixão pela vida em regalias.Impregnou minha essência nele,meu acorde de sonho em cheiros,meu corpo de outrora,bem exorcizado aos lumes sem compostura.É só tocá-lo, esbanja a volátil memória aos nichos:eu estou despido no pavilhão da lidae deixo que aspirem as minhas poeiras a contento.De tempo, perfumes e traçasmeu terno me guarda com afinco,dia-após-dia, nos milagres do tempo,sem medo da cuca nem de assanhardesde a nuca até os pelos da venta!