sábado, 24 de setembro de 2011

Verdadeiros Malandros - Por Francisco Diniz

Um dia eu conheci um cidadão que sempre dizia: “A maior malandragem que existe é ser honesto”. Diga-se de passagem, esta frase de efeito para ele servia apenas como um jogo de cena para ajudá-lo na arte de enganar os outros.

Nesta época eu era um jovem que se iniciava na vida profissional e quis o destino que a profissão que abracei pudesse ou não fazer a opção pela malandragem ou honestidade.

Muitos de minha profissão saem todos os dias para o trabalho baseado no seguinte princípio: “Para cada sabido que sai de casa, saem vários trouxas prontos para serem enganados”. Desta forma, eles saem prontos para se dar bem a qualquer preço e não interessa de que forma.

Durante minha vida fui descobrindo, não como a retórica do cidadão que dizia a tal frase de efeito, mas a prática me provou que ganhar dinheiro com trabalho honesto é mais seguro e duradouro.

Quando se trabalha com honestidade se ganha dinheiro da mesma forma dos que ganham na malandragem. A diferença é que o dinheiro ganho honestamente se multiplica e nos permite viver dignamente e sem dar o direito aos outros de nos chamarem de desonestos.

Realmente a vida me ensinou na prática que a maior malandragem que existe é ser honesto, pois é muito mais fácil ser desonesto que ser honesto.

Todos os dias aparecem em nossa frente pelo menos uma chance de sermos desonestos. No entanto, se conseguirmos passar o dia sem sermos desonestos é porque realmente somos os “Verdadeiros Malandros.”.

GOSTO DE MAÇÃ

 
Autor: João Ludugero

E lá vamos nós,
Voando, voando.
Eu colibri voo para ti,

Pouso na mais linda flor.
Me alimento de pétalas.
Frutifico encontros.
Floresço a girar sóis,

Arranjos encarnados de mim.
Desabrocho a
sas

Eu voo assim pleno
A beber a manhã
Que nua se levanta  
Ao céu aberto
Em toda tua boca ávida, 
Bem-me-querendo ser caça
A me perder por aí...
E vice-versando, de passagem,
Consentindo-me a ficar à-toa na vida.
Ao léu, ser assim maçã
Só pra sentir a doçura
Dos teus lábios carmim,
Apreendendo-me ao dente,
Ensinando-me a falar tua língua
Eu, Adão,
E tu, Eva!