terça-feira, 13 de dezembro de 2011

TEIA, por João Ludugero


E lá te vens assim
toda fagueira,
lambendo os lábios,
com olhos de tear,
fazendo a corte
só pra me atrair,
a fim de cópula ligeira, voraz,
e eu, afoito, só calo minha língua
ao me fiar nas curvas do teu céu
eu consigo penetrar em tua teia
dentro e alto a tatear em plenitude
o que me prende ao desafio
de me emaranhar satisfeito,
o que me apraz sem titubear,
o que me faz perder a cabeça,
consentido me achar sem juízo,
é sim o regozijo
de chegar ao paraíso
ao me achar amor/tecido
entretido assim
em esplêndido êxtase
em tua boca
de tarântula!