segunda-feira, 28 de junho de 2010

Amizade













Amigos são sempre amigos.
Mesmo com defeitos e virtudes.
Amigos a gente não escolhe.
Surgem para nós de repente,
E revolucionam nossa vida.
Amigos são pessoas carinhosas,
Alegres e de bem com a vida.
Têm sempre o conselho ou carinho
Que precisamos receber.
Mas que também nos criticam
Para corrigir nossas falhas.
Amigos devem ser compreendidos
Nos seus piores momentos
É nessas horas que mais precisamos acalentá-los,
Estender nossas mãos pra eles, dar apoio
Eles que tanto nos ajudaram
em nossos dias de dor e mágoa.
De angústia e solidão
Que todos os meus amigos,
Preciosos, presentes e ausentes
Próximos e distantes,
Reais e virtuais
E também os amigos futuros
Possam cada vez mais existir pra mim
E ocupem inteiramente meu coração
Que, mesmo tristes, nunca se afastem de mim.
Sem os amigos somos seres incompletos
Sem corpo e sem alma
Apenas pessoas comuns e sem esperanças.
Quero brilhar junto com eles
Quero compartilhar as coisas boas
E solucionar as que forem ruins
Ao lado dos meus amigos
Quero sorrir, quero viver e sonhar
Quero aprender tudo que eles têm pra ensinar
Deus ilumine os meus amigos.
Preciso de cada um deles.
E cada um deles precisa de mim.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Mudanças

Mudanças - Parte 2
Na primeira parte do meu post, enfatizei que as mudanças são importantes para o ser humano. É preciso se transformar, se reciclar em alguns momentos da vida. Evitamos assim a mesmice, a estagnação. Mudar sempre traz o nosso aprimoramento, seja em qualquer contexto.
Mas somos também um poço de contradições Qualquer mudança implica abrir mão dos nossos hábitos. Sabemos que é preciso mudar, mas ai pinta o sentimento de insegurança: por que sair de um contexto confortável? Para que mexer no que está quieto, no que me proporciona tranquilidade e paz?
Tudo o que fazemos
Por costume
Torna-se vício.
É muito difícil
Desvincularmos desse vício,
Pois na maioria das vezes
Não o fazemos por gostarmos,
Por prazer...
Mas pelo simples fato
De estarmos acomodados
E não querermos sair dessa situação.
A cada nova escolha
Que temos que fazer na vida
Vira empecilho na caminhada
Além de nascer
O sentimento de culpa
Por não querermos
Abandonar o velho
Para abrir as portas para o novo.
E será que vale a pena
Abandonar o velho?
Será que seremos felizes sem o mesmo?
E com o novo?
Seremos felizes?
Esses questionamentos
Começam a surgir
E a nos deixar imparciais,
Inquietos, ansiosos e estagnados.
Quando estes questionamentos vierem
Tenhamos a certeza
É o momento da busca pela mudança.
Não tenhamos medo!
Pode parecer difícil
E até sem volta,
Mas é a mudança
Para a nossa felicidade.
Mariza Araujo Ribeiro.

Muitas pessoas relutam na tão necessária reviravolta benéfica para as suas vidas. Enfrentam uma verdadeira luta entre o lado racional e o emocional. O primeiro lado deseja a mudança, mas o segundo reluta, não quer sair da zona de conforto, porque já lhe é conhecida.
E então por medo, adiam algo que provavelmente lhes traria coisas boas: continuam no emprego desgastante, nos relacionamentos “mornos”, (aqueles onde não existe amor, só acomodação) preferem não mudar de casa, de cidade ou de país, pelo simples receio de ter que enfrentar as conseqüências trazidas com a mudança. Preferem continuar em suas rotinas, a correrem riscos com algo não conhecem profundamente. Algo maior e grandioso: A transformação de suas vidas.
E o resultado é sempre o mesmo: Pessoas infelizes. Acomodadas na opção de não mudar, e insatisfeitas por continuarem com algo ou alguém que não vale à pena.
Não me sinto mudar.
Ontem eu era o mesmo.
O tempo passa lento sobre os meus entusiasmos
cada dia mais raros são os meus ceticismos,
nunca fui vítima sequer de um pequeno orgasmo
mental que derrubasse a canção dos meus dias
que rompesse as minhas dúvidas, que apagasse o meu nome.
Não mudei. É um pouco mais de melancolia,
um pouco de tédio que me deram os homens.
Não mudei. Não mudo. O meu pai está muito velho.
As roseiras florescem, as mulheres partem.
Cada dia há mais meninas para cada conselho
para cada cansaço, para cada bondade.
Por isso continuo o mesmo.
Nas sepulturas antigas os vermes raivosos desfazem a dor,
todos os homens pedem de mais para amanhã
Eu não peço nada nem um pouco de mundo.
Mas num dia amargo, num dia distante
sentirei a raiva de não estender as mãos
de não erguer as asas da renovação.
Será talvez um pouco mais de melancolia
mas na certeza da crise tardia
farei uma primavera para o meu coração.
Pablo Neruda, in 'Cadernos de Temuco'
Tradução de Albano Martins.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

José Saramago

Pequena Homenagem a José Saramago




Espaço Curvo e Finito

Oculta consciência de não ser,
Ou de ser num estar que me transcende,
Numa rede de presenças
E ausências,
Numa fuga para o ponto de partida:
Um perto que é tão longe,
Um longe aqui. Uma ânsia de estar e de temer
A semente que de ser se surpreende,
As pedras que repetem as cadências
Da onda sempre nova e repetida
Que neste espaço curvo vem de ti.



Na ilha por vezes habitada

Na ilha por vezes habitada do que somos, há noites,
manhãs e madrugadas em que não precisamos de
morrer.
Então sabemos tudo do que foi e será.
O mundo aparece explicado definitivamente e entra
em nós uma grande serenidade, e dizem-se as
palavras que a significam.
Levantamos um punhado de terra e apertamo-la nas
mãos.
Com doçura.
Aí se contém toda a verdade suportável: o contorno, a
vontade e os limites.
Podemos então dizer que somos livres, com a paz e o
sorriso de quem se reconhece e viajou à roda do
mundo infatigável, porque mordeu a alma até aos
ossos dela.
Libertemos devagar a terra onde acontecem milagres
como a água, a pedra e a raiz.
Cada um de nós é por enquanto a vida.
Isso nos baste.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Mudanças



Mudanças - Parte 1

Oi pessoal. Passados alguns dias sem navegar, hoje finalmente volto a postar no meu Blog. Estava com saudades de plantar “flores novas” no meu “Jardim”. Sempre é ótimo buscar a renovação. Do contrário, corremos o risco de estagnar, de parar no meio do caminho e não crescer em experiências positivas e conhecimentos. Passei por algumas mudanças ultimamente, que foram indispensáveis e necessárias para o meu crescimento e a minha harmonia interior. Ainda estou meio que me adaptando a elas, mas nada que o bom e velho tempo não resolva.
Mudar é inerente ao ser humano. As pessoas mudam por necessidade, quando alguma coisa não está dando certo em suas vidas. E mudam também pelo desejo de obter resultados ainda melhores dos que já foram alcançados.
Bem já dizia o Raul Seixas “prefiro ser esta metamorfose ambulante, do que ter a velha opinião formada sobre tudo”. Guardadas as devidas proporções, não sou tão radical nas transformações em minha vida. Só mudo situações desconfortáveis por contextos tranqüilos, que me façam bem. Sempre que ajo assim, a minha vida se torna bem mais bonita e serena. Assim como a poesia de Clarice Lispector



Mudanças

Mude,
mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama...
depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais...
leia outros livros,
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado...
outra marca de sabonete,
outro creme dental...
tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas,
troque de carro,
compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda !
Repito por pura alegria de viver:
a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não
vale a pena!!!

domingo, 6 de junho de 2010

Narciso

O MITO DE NARCISO

Pesquisando assuntos para meu Blog, achei a historia da flor narciso um tópico bem interessante para postar. Pude entender um pouco mais a relação entre o mito do jovem Narciso e o Narcisismo, tendência de algumas pessoas de preocupar-se com o visual exageradamente em busca da aprovação dos outros. Pessoas que gastam horas na academia, que passam fome para ter um corpo sarado. Que vivem praticamente 24 horas do dia a olharem-se no espelho procurando alguma imperfeição. Conheço alguns amigos assim. Quase sempre solitários, exageram na vaidade na esperança de encontrar alguém que preencham o vazio de suas vidas. Geralmente terminam sozinhas. Mas, chega de prolongar esta introdução. Vamos ao texto.

Na mitologia greco-romana, Narciso era um um belo jovem do território de Téspias na Beócia, filho do deus-rio Cefiso e da ninfa Liríope. Quando nasceu, o adivinho Tirésias previu que Narciso teria vida longa, desde que nunca olhasse a própria figura.

Uma ninfa chamada Eco, amava Narciso, que a rejeitou. Para dar uma lição no rapaz, a deusa Némesis condenou Narciso a apaixonar-se por sua própria imagem refletida na lagoa de Eco. Encantado pela sua beleza, Narciso deitou-se no banco do rio e definhou, olhando-se na água e se embelezando. As ninfas construíram-lhe uma pira, mas quando foram buscar o corpo, apenas encontraram uma flor no seu lugar: o narciso.

O termo Narcisismo, derivado da Mitologia Grega, é a característica da personalidade de paixão por si mesmo. Para Freud, algum nível de narcisismo constitui uma parte de todos desde o nascimento. Mas o narcisismo muito excessivo é o que dificulta o individuo a ter uma vida satisfatória, sendo reconhecido como um estado patológico, denominado de Transtorno de personalidade narcisista. Indivíduos com o transtorno julgam-se grandiosos e possuem necessidades de admiração e aprovação de outras pessoas em excesso.

Em 1914, Freud lançou o livro Sobre a Introdução do Conceito de Narcisismo, onde o psiquiatra subdivide o termo em duas fases: Narcisismo primário – é a fase auto-erótica, a busca da satisfação no próprio corpo e o Narcisismo secundário – ocorre quando o bebê identifica quais as suas necessidades e quem pode satisfazê-las, geralmente sua mãe.

Para o adolescente, expressar uma certa forma de narcisismo não tem nada de grave. Trata-se apenas de uma etapa no desenvolvimento da personalidade antes de enfrentar a vida adulta. Mas se o comportamento narcìsístico permanece e se torna exagerado, a saida é recorrer a um psicólogo. Os termos "narcisismo" e "narcisista" são freqüentemente usados como pejorativos, denotando vaidade ou egoísmo.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Ser Poeta - Florbela Espanca



Aniversariante do Mês



Segunda feira (dia 07) uma de minhas amigas virtuais faz aniversário. A Hélia é uma das pessoas mais bacanas que já conheci aqui na Internet. Sempre está disposta a te ouvir e te ajudar no que você precisar. Para não deixar pra depois, postei hoje no Blog esta mensagem e um presente para ela. A poesia de Florbela Espanca, uma de suas poetisas preferidas. Feliz Aniversário Hélia. Desejo tudo de maravilhoso que a vida oferecer pra você.




Ser Poeta

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e cetim…
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!