sábado, 25 de agosto de 2012

LABUTA, por João Maria Ludugero


Tome nota dos seus quereres,
Mesmo que seja num papel de pão.
Pendure-o num lugar 
Em que possas enxergar todo santo dia.
Mesmo que seus objetivos 
Estejam pra lá da baixa da égua, 
Vale a pena correr atrás. 
Não se agonie nem esmoreça. 
Peleje. Passe sebo nas canelas, 
Adiante-se, se vire num cão chupando manga 
E meta o pé na carreira, de pronto, agora-já,
Pois pra gente conseguir o que almeja,
Não é só meter o prego na barra de sabão. 
Lembre-se que pra ficar estribado 
É preciso muito labutar com afinco. 
Não fique só frescando, na 'fuleragem', 
Acredite no sonho acordado!
O sol nasce para todos
E os sonhos acordam com ele.
Pé na tábua, fé na vida!