terça-feira, 27 de abril de 2010








Quando estou em silêncio

O silêncio é necessário
Pra avaliar a vida
Repensar atitudes
Curar feridas
Entender e aceitar as pessoas
Ou desistir delas
A fechar ciclos
Ou recomeçar outros
Busco no silêncio equilíbrio
Serenidade
Paz interior
Decido os caminhos pra seguir
Nutro no silêncio minha alma
Com energias puras
Fortaleço meu pensamento e mente
No silêncio alcanço o inimaginável
Vôo alto
Atinjo nuvens
E
strelas
Chego perto do céu
Tudo posso
Tudo me é dado
Quando estou em silêncio.
Até pensar em você

Chove.....

Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva

Não faz ruído senão com sossego.
Chove. O céu dorme.
Quando a alma é viúva

Do que não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego...
Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece

Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece...
Não paira vento, não há céu que eu sinta.

Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente...

Fernando Pessoa