domingo, 29 de setembro de 2013

PÁSSAROS DA VÁRZEA, por João Maria Ludugero.



Nesta Várzea
De ariscos imperecíveis
E renovadas esperanças,
Íntegro, um pintassilgo do alto
Entendeu por bem
Atiçar o fulgor das cantigas,
Regressar ao Vapor de Zuquinha
E soltar-se com os sabiás de Seu Tida
Dentre outros bem-te-vizinhos da Marisa...
E a partir do interior do canário-de-chão
Passar a ganhar o mundo,
Nas cordas soltas 
De uma estripulia...
Nesta Várzea,
Retiro de Seu Olival,
Espaço à flor das águas,
Ainda há lugar para atiçar encantos,
Desde o açude do Calango...
Diga lá, dona Penha de Carvalho,
Que venha viver a cultura 
Da Feliz Cidade!

SEU ODILON LUDUGERO, MEU PAI, por João Maria Ludugero.

SEU ODILON LUDUGERO, MEU PAI,
por João Maria Ludugero.

E o arauto divino 
Fez a anunciação 
Da chegada de um 
Menino varzeano, 
Filho de Dona Dalila 
Louvado seja, 
Seja bem vindo, 
Prezado menino Odilon! 
Uma estrela se acendeu 
No alto da Várzea das Acácias, 
Riscou de prata o céu de São Pedro, 
Belo astro de brilho intenso 
Nunca dantes visto: 
Nasceu Odilon de dona Dalila! 
Repicaram os sinos da matriz... 
Soaram as cornetas da lida 
Dos anjos em voos pela Várzea a dentro... 
No então cenário da Vargem; 
No calor do abraço da terra 
Um pequeno ser reluzente. 
É aquele senhor que até hoje proclamo 
Dentro e alto pelos acordes do tempo, 
Amor traduzido pelas quatro bocas da Várzea, 
Relicário maior nas quebradas do vento, 
Banhado nas águas doces do açude do Calango... 
No meu coração de filho, Seu Odilon Ludugero, 
Ele é um terno soldado da boa vontade, 
Esse senhor varzeano é digno de viver pra sempre! 
Meu prezado PAI, EU TE AMO!

DONA MARIA DALVA: ESTRELA PRA VIDA INTEIRA, por João Maria Ludugero.


Olá, minha Várzea amada,
Que ao entardecer
Um bando de pássaros
Desenha
Na palma das nossas mãos
Uma vida inteira
E tudo parece
Mais azul que os céus
No teu linguajar
Mais alto que o voo aberto...
Assim duas linhas paralelas acontecem
Prolongadas a correr pelo interior,
Aonde se encontram afoitas,
Aonde os olhos não mentem
Ao lusco-fusco da tarde amena
Ao chegar a noite alta escancarada,
Entretido nos braços 
Da estrela Dalva, minha mãe,
Quando tudo é mais claro 
A me ninar a contento aos cafunés,
Dentro do teu mais lindo sorriso imenso!