quinta-feira, 20 de março de 2014

A BELA E ETERNAMENTE NATAL, por João Maria Ludugero

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A BELA E ETERNAMENTE NATAL,
por João Maria Ludugero


Que bela terra possante e estelar,
Dona do maior cajueiro do Brasil,
Das dunas, do sol e bonitas praias...
Lugar de criaturas boa praça,
Onde carregam o lema: Seja bem-vindo!
Natal! Não tem verão melhor...
Aconchegante e cheia de encanto e magia,
(Des) compromissada com a tristeza,
Mas comprometida com ávida alegria.
Gente feliz e bastante extrovertida.
Mulheres pra frente e também faceiras...
Valorizam a natureza e arquitetura dessa capital,
Que os turistas não cansam de visitar.
Cidade de Natal, eternamente bela...
Do clima tropical e de vasta aquarela.
Ninguém no mundo se cansa de vê-la,
Sensação viva de quem da morte não tem pressa,
Terra abençoada de Felipe Camarão
O índio Poti, além dos papa-jerimuns!

O HOMEM POR INTEIRO, por João Maria Ludugero


O HOMEM POR INTEIRO,
por João Maria Ludugero.

Hoje não tenho vergonha
De dizer que choro. E choro mesmo!
Não me importa o pensar torto
De outrem a dizer que é sensível 
O homem que gosta de flor.
Elas me fascinam, as flores.
Eu dou o braço a torcer,
Confesso: quando preciso, 
Debulho-me em lágrimas.
Quando sinto saudade, 
Marejo os olhos ao cair da tarde. 
Eu me assumo: sou poeta!
Eu gosto da vida. Eu sou de carne e osso.
Eu tenho um coração que sente. 
Nunca minto pra mim mesmo:
Se carecer, boto a boca no mundo
E choro, doido por um cafuné.
Choro por um dengo, por um beijo
Pra curar meu coração machucado.
E funciona: Acabo menino de bem com a vida
A cavalgar pelas calçadas da rua grande,
Querendo roubar um pingente de lua
Só pra enfeitar teu colar de prata 
Feito homem inteiro a correr
Num galope rasante a encostar
Minha vida na tua, sem medo
De que tudo venha desabar amanhã,
Ao desapear da tal burrinha da felicidade!

QUE MARAVILHA DE LUGAR: BONITO-MS! por João Maria Ludugero

 
 
 
  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

QUE MARAVILHA DE LUGAR: BONITO-MS!
por João Maria Ludugero


Não só de manjar Bonito-MS,
Da paz que em teus rios a gente encontra
Na contemplação da paisagem pantaneira,
Da presença tão bela de iridescentes peixes,
Das aves em sua algazarra costumeira
Quando o sol no horizonte se desponta.
Dos momentos de descanso prazeroso,
No sentir da paz que se faz infinito,
Nas grutas e nos balneários de Bonito,
Nas águas cristalinas de um lugar formoso.

DUNAS, por João Maria Ludugero


DUNAS,
por João Maria Ludugero

Não só de manjar
O tempo a correr dentro
O sol amar-elo
Vento a esbugalhar
Areia fina em dunas
Tempestade de areia
Oásis-meio sem desertar
Da minha vida
Ávida natureza
Que o tempo
Desfaz com a ventania,
Mudança de paisagem
A correr dentro da lida,
Dia-após-dia!

SÉRIE VÁRZEA-RN: UM CAÇUÁ DE SAUDADES! por João Maria Ludugero

SÉRIE VÁRZEA-RN: UM CAÇUÁ DE SAUDADES!
por João Maria Ludugero

Na praça do Encontro
Voam no vento quente 
Do agreste reverdecido pela Várzea,
Desde as quatro bocas aos becos
Da rua da pedra:
Flores de jasmim,
Folhas de juazeiros,
Alguns beija-flores e bem-te-vizinhos
Em iridescentes cachos de flores,
Casas caiadas e alpendres...
Terraço avarandado ao esboço do sol da tarde amena,
Varandas a partir do interior do coração,
Praça do Encontro, parque de vida varzeana,
Encontro da lida em canteiros do tempo passado a limpo,
Aonde se levanta a reverdecida e frondosa algarobeira,
Vento na cara da gente bem próximo 
À escola Dom Joaquim de Almeida!

VÁRZEA-RN, MEU LUGAR! por João Maria Ludugero

 
VÁRZEA-RN, MEU LUGAR!por João Maria Ludugero

Meu Deus, eu quero
Ir pra Várzea!
Quero voltar pro meu lugar.
Quero mergulhar-me
No Retiro de Seu Olival,
Visitar as cachoeiras,
Derramar meu olhar
Pelo Vapor de Zuquinha,
Espalhar o meu coração
Por aquele chão de dentro
E ficar, para sempre,
por lá, indo e vindo ao Itapacurá!
Ouvir o canto dos passarinhos,
A cantiga, pelos ares,
A animar os canteiros,
Percorrer o riachão,
Rodopiar, lá no terreiro,
nas belas noites de São Pedro,
De sentinela no topo da igreja,
Na praça do Encontro entretido
Com o meu povo, a cantar.
Meu Deus, eu quero voltar
A ouvir o galo cantar,
Nas madrugadas,
Sem solidão
E os bem-te-vizinhos
Um canto só orquestrar,
O cheiro de mato pelos ares,
Saudando um novo dia,
Regando a paz com uma mão
E com a outra,
Despedindo-se ao entardecer
Lá na beira do açude do Calango.
Meu Deus, meu Deus do céu,
Eu quero pra Várzea voltar,
Cantar sorrir, dançar na lida,
Embaixo daquele jasmineiro,
No meio da rua grande,
Dormir e acordar
E com a natureza, a sorrir,
Em plena estação do agreste,
Ver Deus, a nos varzeamar!