quinta-feira, 30 de maio de 2013

VÁRZEA MINHA, por João Maria Ludugero

Hoje é dia de lembrança, Várzea minha
Sempre é dia de louvação a São Pedro Apóstolo
Mesmo longe dos amigos mais antigos 
Já cheio de tanta saudade, 
Ora me dás Fé e consolação 
Já passaram muitas luas, Várzea minha, 
Muitas ruas já cruzei pelo caminho de jasmim 
Fiz promessa para o magote de teus meninos, 
Por isso que ora eu te encontrei tão perto 
Acho cedo muito cedo, Várzea minha, 
Pra dizer que a tarde anoiteceu, 
Mas não escureceu tuas candeias... 
Foi a noite dos teus olhos, Várzea minha, 
Que acordou meus olhos aos sonhos teus 
Foi teu riso encantado, Várzea minha, 
Que laçou o meu bem-querer no Vapor de Zuquinha 
Se eu correr dentro até chegar o fim do mundo, 
Num segundo, voltarei pra te rever... 
Abre o riacho do mel desta alma, Várzea minha, 
Que eu preciso me abrigar amparado ao estio 
Se a chuva demorar a chegar, como penso, 
Muito vazio no meu peito vou deixar 
Hoje é dia de saudade, Várzea minha, 
Sempre é dia de louvação a São Pedro Apóstolo, 
O grande chaveiro sagrado das nossas alegrias.