sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

LUDUGERABILIDADE POÉTICA, por João Maria Ludugero

LUDUGERABILIDADE POÉTICA,
por João Maria Ludugero

E pensar que tem gente 
Que acha que poesia 
É algo que se faz 
Com letras, versos e rimas…
Mas poesia não se faz 
Apenas com palavras, não.
Poesia a gente escreve com a vida, 
Aos solavancos da lida,
Usando como tinta
Aos avanços do sol radiante 
Apenas a alma e o coração.

MINHA VÁRZEA-RN: 54 PRIMAVERAS, por João Maria Ludugero

 
 
 
 
 

 
 

MINHA VÁRZEA-RN: 54 PRIMAVERAS, por João Maria Ludugero

Banhada és tu pelas águas do rio Joca, 
Donde, ao findar a tarde, tens um pôr-do-sol exuberante. 
Mãe de uma gente que te admira em belas cantigas, 
E, não te esquece, mesmo quando em terra tão distante. 

Orgulho puro o de quem nasceu de tuas entranhas, 
Por ver-te fortalecida, mesmo ferida pelo mão do estio. 
Sobrevivente da ambição da lida, não te estranhas, 
Nem a quem te feriu como num corte em carne viva. 

Em cada esquina de tuas quatro bocas há magia. 
E na tua praça do encontro, vês nascer novos amores. 
Mavioso encanto e inspiração na minha poesia, dia-após-dia,
És uma das mais belas dentre todas outras flores potiguares. 

Enamorado, apaixonado, te declaro: 
Que infinito é o que tenho ao coração. 
Como poeta, nos meus versos deixo claro. 



Todo o amor por ti: Várzea das Acácias!

MARIA FERNANDES (85 ANOS): UMA LIÇÃO DE AMOR! por João Maria Ludugero.

Maria Fernandes, dona Marica 85 anos
MARIA FERNANDES (85 ANOS): UMA LIÇÃO DE AMOR!
por João Maria Ludugero.

Que saudade que sinto 
Da professora Maria Fernandes, 
A Dona Marica, que me ensinou 
A ler e escrever as primeiras letras e números,
Entre cartilhas, ditados, palavras e tabuadas, 
Ela sabia contar histórias.
Tinha a meiguice da flor.
Tinha o dom de encantar,
Sem usar da palmatória,
Gostava muito de ensinar,
Minha professorinha do interior.
Ela irradiava tanta magia,
Esse anjo de quem falo,
Rasgo meu peito e não calo,
Habita o meu coração.
É dona Marica de Otávio
Que ainda vive e reside
Lá na minha Várzea das Acácias,
Onde tem a sua casa.
Ela que teve um bonito caminho,
Enquanto pode lecionou.
E a essa doce criatura varzeana
Que viveu em prol da cultura,
Com carinho e gratidão,
Ofereço estes meus versos de amor.