sexta-feira, 23 de novembro de 2012

POR DENTRO DA CANTIGA DA VÁRZEA, por João Maria Ludugero


A tarde cai 
Rascunhando
Algum esboço de lua 
Na tela laranja 
Do céu; 
Ouço um canto 
Estridente 
De pássaro
Virado 
Num tetéu 
Lá na beira 
Do açude 
E o coaxar 
Dos caçotes 
Do Calango,
Resvalando 
O lusco-fusco
Numa saudade 
De valor 
Só pra despertar 
Nos acordes, 
Varzeanas vibrações 
Do rio Joca ao Vapor.