terça-feira, 26 de junho de 2012

GOL, por João Maria Ludugero




E assim é tão natural 
a gente gostar de jogar futebol,
de correr atrás da gorduchinha, e pimba! 
de criar jogadas, dribles incríveis e olés 
até o momento do grito na pelada, 
um momento da mais pura alegria, 
um instante de paixão 
e glória sem preço, 
um momento assim 
comparado ao orgasmo. 
O momento do gol na rede 
que estufa o peito e apraz 
sob o apito da simples euforia 
dessa gente arteira 
que dá rasteira na tristeza 
e a joga pra longe 
no intuito de voar 
de braços abertos 
ao encontro da paz, 
a correr para o abraço feliz 
nos campos da Várzea, 
só pra comemorar um golaço 
numa peladinha de segunda. 
O objetivo é esse: chegar lá, 
montar na eguinha da felicidade 
e simplesmente acreditar na força 
do coração, sem acertar na trave.