quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

ACONCHEGO, por João Maria Ludugero

ACONCHEGO,
por João Maria Ludugero

Girassol quentinho...
Fiz nele meu aconchego.
Acordei bons sonhos.

Uma vez meu bem-querer
Outra vez o meu prazer
Além dessa liberdade,
Meu sabiá do brejo
Meu sanhaço só
Meu pintassilgo,
Meu curió desperto.
Seja que pássaro for,
Meu bem-te-vizinho!

Um dia eu fui embora,
E um bem que voraz me devora,
Antes de tudo, em saudades.

Nos braços que me abraçam,
Nas linhas da dor que passa,
Eu só quero um aconchego,
Só pra sentir teu perfume...

No dia em que eu partir,
Vou esbugalhar meu coração.
Mas não vou mais estar por aqui,
Quem sabe um dia me achego,

Outra vez, em reverdecidos lumes.