domingo, 12 de agosto de 2012

UM AÇUDE DE LEMBRANÇAS, por João Maria Ludugero



Antiga lembrança repousa
nas águas tranquilas do Calango.
Há pássaros que cortam o céu 
no gorjeio de todos os dias, 
há peixes sob o brilho do sol, 
há uma lâmina cintilante 
no espelho d'água. 
Beldroegas, juncos, juazeiros 
completam a paisagem 
numa bonita visão, única, 
para quem chega ao interior. 
Na verdade, há muita história 
ali represada 
pelo paredão remoto 
do açude verde-musgo, 
assim, brilhante 
em espirais da saudade

cortada apenas pelo nadar dos patos
que embelezam a natureza viva
das águas lentas da minha Várzea.