sexta-feira, 19 de outubro de 2012

GERMINAÇÃO, por João Maria Ludugero


Nenhum verso vira pó
Todo verso vira pólen
Toda poesia desabrocha 
Extravasa à flor da pele 
Molha o bico da gente 
Adocica o mel do riacho 
De lumes e perfumes ao vapor 
Toda poesia é semente 
Que germina ou vira pão 
Toda poesia é tempero 
Desde a flor da pimenta 
Ao refresco da brisa à mesa 
Que cheira a maracujá 
Nesse chão que nos dá chão.