domingo, 5 de agosto de 2012

ALVARÁ DE SOLTURA (LIVRO-ME SOLTO), por João Maria Ludugero


Não careço de camisa-de-força
nem menosprezo a camisa-de-vênus,
mas preciso me vestir 
de uma poesia linda,
de uma poesia lida, 
de uma poesia advinda, 
vinda e vivida, passo a passo
feita da vida nua e crua,  
toda assim tecida na lucidez 
da minha loucura esplêndida.
Eu preciso de um alvará de soltura,
escrever e ler me solta a cuca,
livro meus bichos, sem algemas.