quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Tudo depende de mim


Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia-noite.
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo...
ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro...
ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria....
ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar sobre minha saúde...
ou dar graças por estar vivo.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar...
ou agradecer por ter trabalho.
Posso sentir tédio com as tarefas da casa...
ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.
Posso lamentar decepções com amigos...
ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
Se as coisas não saíram como planejei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma a tudo...
Tudo depende só de mim.
“Charles Chaplin"









AMOR OU NADA!



Quero os sorrisos de antes,
falar de amor, diga-me do seu amor,
mesmo quando não falamos de amor,
tem as metades de tudo que tenho,
tenho nada dos carinhos que espero...

Cala minha boca o amor que tenho,
que a paixão não seja apenas caminho,
uma metade ficou sua, a outra estou perdendo,
sufoco-a com o tanto que lhe quero,
até devolver outra metade... até nos perdermos...

Não sei usar a força do medo de perdê-la,
meus gritos não fazem som nos seus ouvidos,
a mulher que amo diz palavras que não entendo,
jamais pedi para ser amigo,
então, todos meus desejos ficam tristes...

Não estou pedindo para ir embora,
seu silêncio de amor me deixa sem respostas,
sem notar, está me expulsando e a minha paixão...
tenho medo, mas preciso me sentir feliz,
ainda que minha boca grite ''te amo'', estou saindo.

Deixou montes de saudades de outros dias,
palavras simples que se tornaram carinho no peito,
as músicas que ouvíamos, afastando a solidão,
era ao menos suportável a distância dos corpos,
voltamos milhares de vezes ao mesmo lugar e amamos.

Já não fazemos amor, algumas vezes apenas sexo,
esfria quando abrimos janelas e olhamos para fora...
enquanto escrevo, minhas palavras são saudades,
algumas coisas jamais vão da lembrança,
amor não morre... involuntária, você tenta matar.

Não serei o abrigo, não quero ser amigo,
sou amante ou nada, é minha ou nada,
meus beijos são de amantes, as mãos, os toques,
as invasões, os abraços, as palavras, a paixão,
sou amor ou nada, minha agora... ou nada...

 Autor - Caio Lucas 
Colaboração - Silvério Reis