sábado, 1 de outubro de 2011

Feliz aniversário!



Oba!

Hoje tem bolo e guaraná
Hoje tem festa
Hoje é aniversário de uma pessoa muito especial
Hoje um anjo completa mais uma volta no calendário
Hoje é aniversário da minha amiga Sil

Silvana!

Que sua vida seja repleta de emoções, sorrisos e milagres
Que as boas palavras sejam escritas na sua alma
E que as mais doces melodias a alimente e a aqueçam
Que seus olhos sejam sempre iluminados por imagens
Que a faça voar, sentir e rodopiar.

Minha amiga de todas as horas!

Que Deus a abençoe hoje e sempre.
Conte sempre comigo
Pois sempre estarei por perto.

Desculpe a invasão do blog.
Mas não resisti.
Um beijo doce de quem te admira muito.

RosaMaria Roma

ConVersando no Quintal - Por João Ludugero



Na casinha da minha avó Dalila
que ficava lá no vale da Várzea das Acácias,
eu gostava de visitar o quintal 
só pra vê-la cultivar sua horta
como quem cuidava de um tesouro.
Ela conversava com tomates, sorria às cebolas,
Acenava um bom dia às pimentas e aos cravos,
puxava um papo de chegar ali a babar 
com as ervas-doces, camomilas e louros. 
cumprimentava até os mamoeiros; as fêmeas
e os machos;  e via que os machos só davam flores.
Junto do verde perto havia jarras bojudas 
cheias a sobejar água fresca
E uma tina de argila queimada 
remendada de cimento nas bordas 
mas que nunca ficava estanque de água potável.
Era ali onde minha avó Dalila 
lavava as roupas e tomava banho de cuia
beirando a bica d'água 
que vinha do açude do Calango.
Nunca me esqueço de lembrar
quando chegava à altura  
de umas e outras plantas se acasalarem, 
dava para beber o cheiro 
das flores dos mamoeiros 
que tomava conta do ar da polinização.
E era tanto o aroma de fecundação 
que dava gosto tocar na terra fertilizada.
E eu me embebia desses cheiros de brisa 
que vinha até à cama de junco da minha avó, 
atravessava as frestas das janelas 
e entrava insidiosamente no meu nariz.
Que ares mais puros!,
que cheiro bom!, que cheiro forte!, 
que cheiro único!, 
magníficos cheiros de húmus e mato
que continuo a guardar no olfato,
que nunca saíram de mim
mesmo depois da despedida  
daquela senhora franzina tão poderosa,
que tinha coragem nas veias
e me fez entranhar no espírito
esses benditos cheiros e ruídos da terra!
Dá até pra senti-los ainda agora!
Veja como é que pode uma coisa dessas!
Tanto assim que me concentro nessa poesia,
que me enleva alto, longe e dentro, consentido,
inebriado, atrevo-me a evolar em perfumes 
junto à brisa da tarde amena 
que fica suavemente a me ninar.