quarta-feira, 16 de março de 2011

Passado - A Viajante

Uma música toca no rádio
Faz lembrar um passado presente
Que intriga, questiona e insiste
Viver preso a mente

Um passado não vivido
Com saudade de amar
Que quer ser lembrado
Através de um sentido
O Simples fato de olhar


A música emociona
Toca lá no fundo obscuro
Despertando um vazio inseguro
Que agora já faz planos
Uma vontade enorme
Do passado virar futuro

Espero que o coração aguente
Não viver mais assim, displicente
Pois o passado concretizou
Virou presente...

Agradeço novamente pela oportunidade, espero que gostem.
Beijos!
O que as cores querem dizer? - Paulo R. Diesel



Vejo cores se manifestando por onde passo.
Azul, amarelo, vermelho e algumas não identifico bem, será que estou ficando daltônico?
Fico imaginando o que será que elas querem me dizer. Singeleza dos céus, riqueza do ouro, paixões desenfreadas? E este emaranhado que não identifico, parece uma torre de babel em cores, ou será em preto e branco, a confudir a minha mente sem dó nem piedade. Socorro.
A cor forte do branco/verão que deixa tudo claro e límpido através dos raios solares contrastando com os raios e trovões que antecedem as chuvas que alagam as cidades, dará lugar, dentre em pouco, ao cinza sisudo outonal que vai se infiltrando aos poucos, dia após dia, na estações e o ciclo se abrindo e fechando na direção do próximo.
E em seguida, depois que as folhas verdes, todas, se transformarem em marrons e caírem sorrateira e mansamente, sobre os gramados, sobre as calçadas, sobre o telhado das casas e o vento vier e as assoprar para lá e para cá e em redemoinhos frenéticos que se desmancharão bem lá depois da curva, chegará o inverno com suas cores características, ainda um pouco de cinza, o branco do gelo e o colorido dos casacões, blusões, cachecóis, mantas, meias, polainas, dos vinhos, dos chocolates-quentes, dos foundies, mas isto são questões para outras textos sobre os verdaderios sentidos e sentimentos das cores...