terça-feira, 17 de maio de 2011

Magia de Amor

Por: @_thewell


Composição : R. Seixas/P. Coelho


Magia de Amor


Me fascina tua morte mal morrida
E a tua luta para ficar em tal estado
O teu beijo, tão fatal, nunca me assusta
Pois existe um fim para o sangue derramado

Me fascinam teus olhos quando brilham
Pouco antes de escolher quem te seduz
E me fascinam os teus medos absurdos
A estaca, o alho, o fogo, o sol, a cruz

Me fascina a tua força, muito embora
Não consiga resistir à frágil aurora
E tua capa, de uma escuridão sem mácula

Me fascinam os teus dentes assustadores
E teus séculos de lendas e de horrores
E a nobreza do teu nome, Conde Drácula

Raul Seixas

 

Não vou negar que adoro "B" - Não é o que estão pensando... quer dizer, isso também, mas Tia Silvana proibiu aqui no Jardim. - Me refiro a filmes "B" e lados "B" dos outrora antigos vinis (voltaram à moda!). Como hoje é Lua Cheia e Sexta Feira passada foi 13 me veio à lembrança essa música (na verdade um soneto) do velho Raul. Por acaso encontrei essa foto na NET do grande Bela Lugosi, do tempo em que se tinham vampiros machos, sem eclipses. Daí para um post foi só uma mordida. Espero que se fascinem!

The Well

Encontros

O frio da estação não impede que os corpos se encontrem e no tocar, pele com pele, faíscas de calor corpóreo iluminam as quatro paredes...
A química flui. A música romantiza o momento.
Dois corpos nus engalfinhados na busca do mesmo objetivo. Braços, pernas, mãos, tudo se confunde, tudo se funde.


O ímpeto se eleva e nas alturas o clímax se faz sentir.
Loucura, luxúria, sexo, prazer.
Não há mais palavras. Não há mais gestos. Não há mais disputas. Não há mais buscas. Não há!!


Ao fundo o som daquela música, a luz fraca do abajour e as taças vazias, mas que, ainda, exalam o perfume do néctar que Bacco deixou.


Por: Paulo Diesel



"Não há paixão mais egoísta do que a luxúria."

Marquês de Sade