terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

OÁSIS DO INTERIOR, por João Maria Ludugero


OÁSIS DO INTERIOR,
por João Maria Ludugero

Segue teu destino, 
Ache outras bermas,
Rega tuas plantas, 
Ama as tuas rosas,
Colore a tua alma.
O resto é sombra de árvores alheias..... 
Vê de longe a vida, a contento.
Nunca a interrogues com afinco.
Ela nada pode dizer-te em resenha.
A resposta se acha no interior, além da sede!

HAJA VISTA, por João Maria Ludugero

 
 
 
 
HAJA VISTA,
por João Maria Ludugero

E pensar que a vida 
É o que fazemos dela. 
As viagens são os viajantes. 
Daí, o que vemos 
Não é o que vemos, 
Senão o que somos.
Logo, não sou da altura 
Que me vêem,
Não estou apenas a cubar tal lida, 
Pois sou da altura 
que meus olhos podem ver.

POEMA REVERDECIDO NA VÁRZEA DAS ACÁCIAS, por João Maria Ludugero


POEMA REVERDECIDO NA VÁRZEA DAS ACÁCIAS, 

por João Maria Ludugero

E eu passo a vida a correr dentro
da poesia que escrevo com afinco,
Feito a juventude na Várzea em letras.
Um tempo já distante advindo,
Aos nossos olhos de conteúdo 
Tão bem vivido em dádivas, de certo,
Tão bem haurido em avidez tamanha,
Ainda íntegro, constante em cada ponto
Em nosso espírito a divagar no cômputo
Tempo inovador, eloquente, seguro,
Singular, construtivo, altaneiro,
Convergente, ainda vivo em nós.
Felizmente, por isso, redijo a contento,
Fulcro de nossas rotineiras emoções 
Reverenciado, presente vivedor
Em nossos corações partidos, 
Jamais esquecido, descartado ou ausente,
Tipo reza ou credo de nossas celebrações,
Tempo alentador, querido ao vento
Pelas quatro bocas cativantes,
Embora decorrido 
Não se fez ido, não findo,
Na seletiva corrida adentro,
Na inclemente luta da vida arteira,
Halo renovador de esperança a se cumprir,
Força incontida, ardor em êxtase, reverdecimento,
Energia inesgotável, criativa, bonita brisa,
Substância essencial da vida contemplada,
Ínsita em todos nós varzeanos de nascença,
Aureolando nossa diuturna lida 
Ao futuro, a partir de agora-já!

O TEMPO E O VENTO, por João Maria Ludugero

HPIM1366.JPG
O TEMPO E O VENTO, por João Maria Ludugero

O dia passa a correr dentro alto,
Engirassolarando-nos em coloridos lapidares
E a cada momento a sua continuação acontece
A vida dispara quer o queiramos quer não
Tudo gira e o tempo passa sem parar,
A esbaforir cada passo nas meadas dos fios
De todos os labirintos que se achegam a nós
Que desatamos aos solavancos
Oásis-meados à sede de viver!

Os constantes comportamentos desconstantes mantém-se
As incongruências sucedem-se enquanto o dia segue
Enquanto as aparências ilusórias amadas pela maioria
Sucedem-se a um ritmo alucinante de estripulias...
Entre uma xícara de café ou um copo de vinho
Uma troca de pincéis multicoloridos
As regalias em pão-de-ló, brotes
Quantas medidas desmedidas
Nos compassos e bermas da lida!


Mas os sorrisos franzem no sobrolho entre o dinheiro e o sonho
E o dia a dia prossegue... rola...lamenta e consola,
Anda e anda e anda... no escorrer das horas tingidas
E os andores num ritmo cada vez mais e mais alucinante!
E o dia passa e repassa em seus tique-taques
E a vida passa solene... e zás!

E o rolé dos tempos engole a nossa própria vida
Que deveríamos ter oportunidade de aprender a vivenciá-la,
Mas a estreiteza do tempo se esvai a correr dentro do vento!
E zás!!!