quinta-feira, 8 de novembro de 2012

BEATRIZ, por João Maria Ludugero


Beatriz,
Feliz idade nova,
Que continue con/versando
Com as estrelas;
Que se banhe de prata
Ao usar a lua de pingente;
Que se embriague
De horizontes arco-irisados;
Que se preste a viajar
Dentro e alto no coração;
Que possa sonhar
Sob acordes primaveris
Que amanheça a brincar sério em dádivas
- Que se lambuze de mel, néctares e amoras;
Que nunca esqueça de lembrar
De se renovar agora-já
Na eterna criança para a vida toda.
Que dance muito e cante também;
Que tire Deus pra dançar junto,
Que ele te guie passo a passo
Revigorando suas energias,
Que se deixe levar vida a fora
Numa 'Bea' Leve, solta e livre!!!
Consinta-se, belisque-se, acredite,
Pois o que realmente importa em crescer
É multiplicar a paz interior
E o Amor que a gente vive,
Dia-após-dia.
PARABÉNS!
Muitas Felicidades
Por todos os dias
De sua longa existência!
Muitas Felicidades
Por todos os dias
De sua longa existência!
Repetidas vezes...

LINGUARUDOS, por João Maria Ludugero


Meu canto é cantar antigo
Uma rota sem paradeiro
Feito de contas perdidas 
Contido em palavras velhas. 
Atento às favas contadas 
Atiradas num telhado sem telhas 
Para que chova lá dentro 
E germinem as sementes 
Dentro da esperança nova 
Entre mentes, salas e corredores. 
Ó Gota serena! Ó Caralho! 
Há gente que não faz nada 
Vive de coçar o saco, 
Há gente que não se importa 
De adentrar na vida alheia, 
De só meter o bedelho 
Instilando o veneno, mostra os dentes 
Pelas quatro bocas adentro. 
De almas tão pequenas, 
Só reclamam, berram à porta 
Dos vivos que estão contentes. 
Ó gota serena, ó filhos da outra! 
Que mordam e bifurquem 
A própria língua 
De cobra venenosa.