domingo, 29 de dezembro de 2013

AMOR VERDADEIRO, Autor: GETULIO LUCIANO RIBEIRO


 

AMOR VERDADEIRO,
Autor: GETULIO LUCIANO RIBEIRO 

"Sei da capacidade daqueles que têm o dom da escrita. 
No entanto, causa-me surpresa positiva a forma 
como o poeta João Maria Ludugero 
descreve a nossa querida Várzea. 
Os seus versos de forma clara e meridiana 
retratam o sentimento de todo um povo, 
dissertando sobre as suas origens, os seus costumes, 
enfim, todo um enfoque cultural em sua magnitude. 
Frise-se ainda, o seu inesgotável conhecimento do cotidiano varzeano, 
desde pessoas simples, mas amadas por todos, 
com Madalena, com seu famoso: 
"Meu coração não tem maldade ", 
aos políticos, comerciantes, agricultores, além é claro, 
das nossas potencialidades econômicas, 
com ênfase na agropecuária, quando cita as fazendas de gado, 
a colheita do milho, as frutas do Itapacurá, dentre outras. 
O exemplo de João Maria Ludugero serve de espelho a muitas pessoas, 
principalmente aos mais jovens, na sua poesia, ele exprime 
o seu verdadeiro amor por sua terra, não exigindo nada em troca, 
corroborando as sábias palavras do nosso grande CHICO XAVIER : 
"Quem ama de verdade, sem apego, sem cobranças, 
conquista o carinho das pessoas", 
siga em frente poeta, és orgulho do povo varzeano!". 


AGRADECIMENTO: 

Prezado Amigo Getulio Luciano Ribeiro,
Muito obrigado, meu caro e querido 
AMIGO Getulio!!! 

Suas palavras me enobrecem 
e fico ainda mais RICO e FELIZ! 
Obrigado sempre, dia-após-dia, 
pela sua bondade e esplêndido caráter humano 
e bem-feitor de tantas qualidades 
e lume à nossa estimada Várzea-RN! 
Que o Supremo Arquiteto do Universo (DEUS) 
renove suas energias hoje, amanhã e sempre! 
Saúde e renovadas esperanças. 
Muita força, energia e propugnante batalha 
em prol de uma Várzea cada dia melhor! 



Forte e atencioso abraço 
do AMIGO e POETA João Maria Ludugero, 

filho do ilustre senhor Odilon Ludugero, 

também PAI do querido Francisco Carlos. 
FELIZ 2014 ao AMIGO 

e sua distinta e querida FAMÍLIA! 

Abraços. 

Que DEUS nos proteja sempre, cada vez mais! 

Obrigado pela consideração e carinho. 

João Maria Ludugero.

MINHA VÁRZEA-RN: 54 PRIMAVERAS, por João Maria Ludugero


MINHA VÁRZEA-RN: 54 PRIMAVERAS, por João Maria Ludugero.

Banhada és tu pelas águas do rio Joca, 
Donde, ao findar a tarde, tens um pôr-do-sol exuberante. 
Mãe de uma gente que te admira em belas cantigas, 
E, não te esquece, mesmo quando em terra tão distante. 
Orgulho puro o de quem nasceu de tuas entranhas, 
Por ver-te fortalecida, mesmo ferida pelo mão do estio. 
Sobrevivente da ambição da lida, não te estranhas, 
Nem a fazer seguro viagem quem te feriu 
Como num corte em carne viva. 
Em cada esquina de tuas quatro bocas há magia. 
E na tua praça do encontro, vês nascer novos amores. 
Mavioso encanto e inspiração na minha poesia, dia-após-dia, 
És uma das mais belas dentre todas outras flores potiguares. 
Enamorado, apaixonado, te declaro: 
Que infinito é o que tenho ao coração. 
Como poeta, nos meus versos deixo claro
Todo o amor por ti: Várzea das Acácias!

MAGIA QUE RELUZ EM PÓ DE ESTRELAS, por João Maria Ludugero

 
 
  
 
 
MAGIA QUE RELUZ EM PÓ DE ESTRELAS,
por João Maria Ludugero. 

Da cartola o Ludugero mágico 
Retira coelhos e pássaros, 
Desata nós de lenços em anis-estrelado, 
Sem cortar asas nem laços, 
Enxuga águas de lua pingente 
Doma a ursa maior, descostura 
Os fios da meada do impossível, 
Acende com cautela uma surpresa 
A cada passo fora da constelação. 
E logo o inteiro vira meio, 
Segredo a sete chaves 
Guardado no cofre de seda do coração. 

A pomba gira esvoaça rasante, e some. 
O circo todo vira magia em flor, 
A vida entra em transe, 
Fazendo o circo do céu brilhar 
Na dança das estrelas cadentes... 
E com a cauda de um cometa faz a festa 
Alumiando a via-láctea, de pura alegria, 
Soltando um punhado de purpurina 
Só pra mostrar como reluz o mundo da lua. 

E volta ao chão o mágico das horas 
Sem dar adeus nem largar mão 
Do admirável condão da poesia.

DONA PENHA DE SEU OLIVAL, por João Maria Ludugero


DONA PENHA DE SEU OLIVAL,
Autor: João Maria Ludugero

Um homem hoje dorme no andar de cima.
Foi chamado pra habitar noutro reino,
Lá onde não se sente mais dor ou frio.
Ele se retirou mais cedo,
Satisfeito do dever cumprido
Fechou com chave de ouro
Sua vitoriosa missão.

Repassou as chaves à sua Penha,
Que continuará firme e forte
Em sua lida de renovadas esperanças.
Deixemos o homem dormir.
Na paz, do alto do seu novo Retiro,
Ele corre o olhar calmo
e avista o esplendor reverdecido
A ampliar os horizontes da sua Várzea.

Agora ele traz em mãos
Um feixe de fosforescente luz
Que reflete pelos caminhos
Que foram demarcados com suor,
Quando trabalhava e cantava
Resignadamente com a voz
Que provinha de um coração
Contente da vida que levava.

Sua Várzea emudeceu no dia da partida.
Mas a cidade guarda na memória
O exemplo de coragem que deixou de legado
Aos seus três filhos Uilma, Marcos e Uiliane;
Aos netos, parentes e uma legião de amigos.
Várzea adormeceu obedecendo à noite.
Fez-se um torrencial silêncio.
Mas, nada de braços cruzados,
Nada de balcão fechado,
Pois jamais se apagará
Das nossas lembranças a vida digna, rica e simples
Deste homem: Olival Oliveira de Carvalho!

Sua recordação acordará sempre,
Abrindo portas dessa Várzea a fora,
Todo santo dia-após-dia,
No peito da sua gente destemida,
Orgulhosa, sim, pelos seus
Valiosos ensinamentos.

Deram-te um nome. Olival.
É consabido que um homem
Tem de ter um nome:
João, José, Pedro ou Marcos.
À pedra damos nome de pedra
Que o é antes da pedra e a si se basta.
Não é mesmo, ó São Pedro Apóstolo?

Olival teve a sua Penha!
Um homem ladeado
Por uma magnífica senhora,
Por uma rocha em forma de mulher
Uma flor de pedra, de pulso forte, 
Com um nome próprio,
Repleto de significado,
Que lhe dá cor: Penha!

Um homem tem de ter um nome
Para caminhar dentro dele:
Te chamaram Olival, Olival!
E para lhe dar alicerce, completar a base,
Deram a ele uma mulher chamada Penha!
A ambos ora dedico esse poema simples,
Sem precisar recorrer a palavras feitas
Sem precisar recorrer a rimas,
Sem que a vida careça sair de cena,
Afinal, Seu Olival viverá para sempre,
Pois ele se tornou sinônimo de Várzea.
Não há como dissociá-lo de seu amado Retiro!

NARCISO, A OLHO NU, por João Maria Ludugero

NARCISO, A OLHO NU,
por João Maria Ludugero.

Narciso seca os olhos
De tanto observar o espelho 
E o que vê não mais o completa.
Apenas se entristece, desajeita-se, 
Em face da miragem imposta
Que contempla a olho nu
A verdade dia após
Dia não é 
Aquela que se mostra,
A que ora se se apresenta, a feita 
Dentro da moldura, está por fora 
A que custa ser aceita, 
Mas não é a que o agrada. 
Posto que se acha quase sempre a fingir,
Quando se espia, reclama, rejeita-se, 
Entediado que só vendo.
Não quebra o espelho, a contento, 
Mas sai furioso em busca de outro ser, 
Além do desnortear da rosa dos ventos,
Ele só mergulha fundo na mentira
Como alimento pr'o seu passatempo.

BELEZA TEM NOME: SIMONE! Autor: João Maria Ludugero

BELEZA TEM NOME: SIMONE! 
Autor: João Maria Ludugero.

Querida Amiga Simone Tavares Batista,
Presente de Deus em nossa minha vida,
Que sorri meu riso e chora meu pranto,
Sempre oásis-no-meio do meu deserto 
Quando todos os demais estão ausentes…

És o confessionário da confissão dos meus segredos.
Sabes de uma coisa, que fique bem guardado o lema:
Contigo eu venço e esbugalho todos os meus medos;
És guia de meus passos e meu conforto no cansaço
E a vida perto de ti fica tão mais multicolorida…

Impossível é ignorar a saudade no coração partido
Quando estais distante ou longe da gente.
Simone, Amiga querida, de autêntica beleza
A correr dentro e alto além, fosforescente princesa,
Deus te dê asas de anjo-guardião para voar assim
E num recanto da vida, dia-após-dia, amiga-irmã
Possas já armar um solene nicho de real batismo
Para assentar nossa sincera amizade autêntica!