quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Entre Mares e Portos


“Um navio no porto está a salvo. 
Mas os navios não foram feitos 
para permanecerem ancorados 
no porto".
(John A. Shedd)



Por isso vivo a navegar....
Nas palavras, versos, sons e notas musicais.
Navego entres instantes captados 
no colorido 
do teu sorriso.

Singro livre pelos mares que você possui. 
Mares que, pouco a pouco, você me revela.
Quero navegar na infinitude das horas. 
Içar as velas adormecidas do meu barco. 
Velas que acordam e se entregam felizes 
ao sopro do vento 
em seus 
tecidos leves, vaporosos.



Desejo a sensação dos marinheiros ao possuir 
a luz quente do sol no rosto.
Ou a luz fria da lua em noites estreladas no mar.
Só quero em mim a imensidão dos oceanos. 
Mergulhar em seus jardins submersos. 
Colher suas flores, plantas e corais.
Quero um mar de perigos e mistérios.
Entre o mar e o porto, escolho o mar.

O Mar é a livre incerteza dos dias.
E o Porto, a segurança dos dias iguais.

Por: Sil Villas Boas