segunda-feira, 22 de abril de 2013

DESATAMENTO EM PUNHO, por João Maria Ludugero

Minhas mãos ficam firmes, afoitas,
Com vontade de te tocar alertas

Por dentro, te coçar por fora,
Me inteirar desde o interior,
Tocar o céu por dentro e alto
Na tua boca aberta de paladares,
Só pra me encontrar, 
encantado assim,
Quieto e atento 
a cutucar os nós acesos
Na esperança de desatá-los,
Sem cortar o laço 
que nos liberta.