quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Mensagem de Ano Novo

"Não faças do amanhã o sinônimo de Nunca, nem o ontem te seja o mesmo que Nunca Mais. Teus passos ficarão. Olhes para trás.... 
Mas vá em frente, pois há muitos que precisam que chegues 
para poderem seguir-te". 
Charles Chaplin. 

Logo, logo o ano terminará. Com todas as emoções, obstáculos, sorrisos, sabores e dissabores que enfrentei ao longo dos seus dias. Somando os prós e os contras, 2010 foi um ano inesquecível para mim. Pois me deu a capacidade de crescer interiormente. Tornou-me um ser humano mais completo, plácido e me deu de presente bons amigos que souberam fazer meu dia a dia mais risonho. 
Que neste novo ano que está para chegar, a gente possa: 

Amar mais
Aprender mais
Compreender mais as pessoas
Fazer mais amigos
Não magoar tanto
E nem permitir que nos magoem
Mas, principalmente, que todos nós possamos....
Ser  Felizes
Tornar possíveis todos nossos desejos.
Que nossa rotina seja menos estressante.
Que a gente aproveite cada minuto da vida com alegria e sabedoria.
Que saibamos repartir com os familiares e amigos estas mesmas alegria e sabedoria.


Que em 2011 eu tenha ao meu lado, 
pessoas maravilhosas 
e sinceras. 
Que todos os meus amigos, 
do presente e do futuro, 
sejam verdadeiros 
ANJOS
em minha vida.



Desejo a todas as pessoas que já tive a especial oportunidade de conhecer e conviver, recebam um universo de Bençãos e Boas Energias neste Ano Novo que se avizinha.

Que venha 2011. 
Carregado de Paz, Harmonia, Saúde, Prosperidade e com muito 
Amor em nossos corações.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Que a Chuva Caia



Deixo que a chuva caia e deslize sua pureza pelas ruas, praças e jardins.
E que depois da chuva, o sol chegue assim de mansinho, iluminando nossa vida 
e nossa maneira de ser.

Que o vento sopre para nós um sopro de liberdade.
Refrescando nossa alma. 
E purificando nosso coração. 

Que o céu possa nos alegrar com suas cores azuis e suas estrelas, 
pequenos pontos a nos servir de guias em nossas caminhadas.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Família

Família é prato difícil de preparar 
(Trecho do Livro "O Arroz de Palma”, de Francisco Azevedo).
Colaboração: Silvério Reis




São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema, principalmente no Natal e no Ano Novo. Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e paciência. Não é para qualquer um. Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir. Preferimos o desconforto do estômago vazio. Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio diante de especiarias amargas de engolir. Mas a vida, (azeitona verde no palito) sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite. O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida. Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo. O outro quer  porçõs individuais, tudo para si. Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. Aquele o que surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente.
E você?  É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio aqui me fazer companhia. Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e objetivo? A mais sentimental? A mais prestativa? O que nunca se importou com o outro? Seja quem for não fique aí reclamando do gênero e do grau comparativo. Reúna essas tantas afinidades e antipatias que fazem parte da sua vida. Não há pressa. Eu espero. Já estão aí? Todas? Ótimo. Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza.
Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.
Atenção também com os pesos e as medidas (eles são fundamentais), agregam ou desagregam. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre. Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada.
O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família à Oswaldo Aranha; Família à Rossini, Família à Belle Meuni; Família ao Molho Pardo, em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria. Família é afinidade, é a  Moda da Casa. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.
Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seria assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha.  Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo.
Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir. Enfim, receita de família não se copia se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou e não sabe o valor da família que tem. Muita coisa se perde na lembrança e muita coisa nunca será esquecida. O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo. Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete. 

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

John Lennon - Happy Xmas (War Is Over)




Desejo a todos os meus amigos virtuais uma noite linda e mágica de Natal. Com muito Amor, Paz nos seus corações, Felicidade, União e Serenidade.


Um Feliz Natal e Maravilhoso Ano Novo. Apreciem esta noite de Natal irmanados no Amor de Cristo. 
Bjussss
Da Silvana

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Poemas de Natal


O sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,

Cada tua badalada

Soa dentro de minha alma.

E é tão lento o teu soar,

Tão como triste da vida,

Que já a primeira pancada

Tem o som de repetida.

Por mais que me tanjas perto

Quando passo, sempre errante,

És para mim como um sonho.

Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,

Vibrante no céu aberto,

Sinto mais longe o passado,

Sinto a saudade mais perto.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Poema de Natal - Vinicius de Moraes


Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

Poema extraído do livro "Antologia Poética", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1960, pág. 147.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

POEMAS DE NATAL

Organiza o Natal - Carlos Drummond de Andrade

Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.

A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.

A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.

Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.

Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.

A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.

O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.

E será Natal para sempre.

Ah! Seria ótimo se os sonhos do poeta se transformassem em realidade.

Texto extraído do livro "Cadeira de Balanço", Livraria José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1972, pág. 52.
 

http://www.releituras.com/drummond_organizanatal.asp

domingo, 19 de dezembro de 2010

Afinidade


Texto de Arthur da Távola

Não é o mais brilhante, mas é o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
Não importa o tempo, a ausência, os adiantamentos, a distância, as impossibilidades.

Quando há AFINIDADE, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, 
o afeto, no exato ponto de onde foi interrompido.

AFINIDADE é não haver tempo mediante a vida.
É a vitória do adivinhado sobre o real, do subjetivo sobre o objetivo,
do permanente sobre o passageiro, do básico sobre o superficial.

Ter AFINIDADE é muito raro, mas quando ela existe, não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Ela existia antes do conhecimento, irradia durante 
e permanece depois que as pessoas deixam de estar juntas.

AFINIDADE é ficar longe, pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem, sensibilizam.

AFINIDADE é receber o que vem de dentro com uma aceitação anterior ao entendimento.

AFINIDADE é sentir com...
Nem sentir contra, sem sentir para...
Sentir com e não ter necessidade de explicação do que está sentindo.
É olhar e perceber.

AFINIDADE é um sentimento singular, discreto e independente.
Pode existir a quilômetros de distância, mas é adivinhado na maneira de falar,
de escrever, de andar, de respirar.....

AFINIDADE é retomar a relação no tempo em que parou.
Porque ele (tempo) e ela (separação) nunca existiram.
Foi apenas a oportunidade dada (tirada) pelo tempo para que a maturação
pudesse ocorrer e que cada pessoa pudesse ser cada vez mais ...

Colaboração: Silvério Reis

sábado, 18 de dezembro de 2010

Padrões

Por Cristian Steiner

Fico pensando o quanto os padrões da sociedade destroem a vida das pessoas. Tantas possibilidades de se ser e um bloqueio mental inconsciente impede que a vida seja vivida, que se faça algo realmente significante. Milhares de sonhos são deixados de lado por medo. Medo de seguir em frente, medo do fracasso, da desilusão. Então, o ser humano fica quieto, calado, sem iniciativa.

Por que temos que sempre ganhar? Por que não se pode fracassar? Por que temos que ser bonitos, pontuais, ter um certo trabalho, uma casa, uma família, um jardim? Por que temos que ser tão sociáveis? Por que temos que ser todos iguais? Por que todos tem que casar, ter filhos envelhecer e morrer da mesma forma? Por que não podemos ter vários amores e viver intensamente cada um deles sem ser taxados de "galinhas" sem propósito? Por que o propósito não pode ser viver aqui e agora o melhor que pudermos respeitando a individualidade de cada um? Por que não, cada um decidir o que quer fazer da sua própria vida? E as conseqüências assumidas e sentidas.... por que não bastam? Por que o louco não pode ser feliz, sem seu riso incomodar tanto?

Atravessamos a vida preocupados com o que se espera de nós e geralmente esperam tanto que a frustração é inevitável. Isso explica o imenso rebanho de cordeiros inexpressivos que não ultrapassam um limite demarcado, imaginário, por que um dia levaram um pequeno choque ao chegar perto de uma cerca elétrica. Lembrei agora de Waldem II,  segundo Skinner, a sociedade perfeita, um livro pouco conhecido até entre os psicólogos.

Por que não se pode decidir o que é básico e o que é luxo? A necessidade de um, não é a necessidade do outro! A subjetividade de cada indivíduo é ímpar, não há como decidir pelo outro. Cada um sabe exatamente o que quer, mas não realiza por causa dos padrões impostos pela sociedade.

Temos que falar apenas sobre determinados assuntos e quem tem uma idéia diferente é marginalizado, excluído da cúpula da mesmice que não quer perder o controle das coisas. Me lembrei da biografia de Kant, um perfeito exemplo Obsessivo-Compulsivo.

E aí o que resta é enriquecer a indústria farmacêutica (no caso dos Politicamente Corretos) e enriquecer o crime no caso dos que foram marginalizados. Ou você toma Prozac, etílicos ou vai tomar outras drogas "ilícitas" na sarjeta. Até aí há um padrão, álcool e drogas vendidas nas farmácias são aceitáveis.

Há também o padrão social que dita que é ridículo pobre estar feliz e rico não ter luxo ou ser socialista sendo inaceitável o pobre replicante e tratado como delirante.

Sendo assim, como viver e gozar a vida em sua plenitude sem conflitos? Não há como! A vida é um conflito e se sai bem quem conseguir equilibrá-lo e viver sua própria vida sem leva-la muito a sério. Fatos dolorosos irão acontecer e teremos que superá-los e um dia todos estaremos mortos. E, também, muita coisa boa vai acontecer e podemos apreciá-las. Neste momento estão acontecendo coisas boas e ruins na vida de cada um de nós, tudo ao mesmo tempo.

Nossa, esse ultimo parágrafo ficou parecendo auto-ajuda. Credo! Não era essa a intenção. Mas vamos lá!
Esse foi meu pensamento de hoje, digo, de ontem, já são 00:34 horas. Bom, é isso o que tinha a expressar.

Um muito obrigado pra quem conseguiu ler até aqui!!!

A Mágoa


Texto de Chico Xavier

Existem pessoas que se sentem ofendidas, magoadas por qualquer coisa: à mais leve contrariedade, se sentem humilhadas... Ora, nós não viemos a este mundo para nos banhar em águas de rosas.

Agradeço todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar. As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito. Quando você não tiver uma palavra que auxilie, procure não abrir a boca.

Sabemos que precisamos de certos recursos, mas o Senhor não nos ensinou a pedir o pão, mais dois carros, mais um avião...

Não precisamos de tantas coisas para colocar tanta carga em cima de nós. Podemos ser chamados hoje à vida espiritual.

Tudo que criamos para nós de que não temos necessidade se transforma em angústia, em pressão. 

Valorizemos o amigo que nos  socorre, que se interessa por nós, que nos escreve, que nos telefona para saber como estamos indo.


A amizade é uma dádiva de Deus. Mas tarde haveremos de sentir falta daqueles que não nos deixam experimentar a solidão!

Uma das mais belas lições que tenho aprendido com o sofrimento: não julgar, definitivamente não julgar a quem quer que seja.

Colaboração: Silvério Reis

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Saindo de Mim



Desejo que volte meu sorriso que se perdeu no azul da tristeza.
Tristeza que, volta e meia, insiste em valsar nos meus sonhos
Feito bailarina sem par, num solitário bailado sem música.

Quero de volta meus momentos de poesia
extraviados em instantes de despedidas
sem acenos nem palavras de adeus. 

Perdi-me em labirintos de ilusões tardias
Jogos de falsas emoções e alegrias
Minha respiração é cada vez mais breve.

Ando fora de mim
Ausente de mim
Vou embora de mim....

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Escolha Ser Feliz



O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza
O coração enfarta quando chega a ingratidão.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a"criança interna" tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade. 

Preste atenção!
O plantio é livre, a colheita, obrigatória ... 
Preste atenção no que você esta plantando, pois será a mesma coisa que irá colher!!
Colaboração: Cláudia Whately

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A Flor da Pele


Revejo nossas fotos.
Vestígios de um passado ainda muito presente em mim.
Imagino, ou pelo menos tento,
Se você continua com o mesmo jeito de sorrir.
Se ainda tem aquela velha mania
De captar poesia
Em tudo que olhava:
Nas nuvens, estrelas,
Nas pedras do nosso jardim.
Colocavas versos até no meu jeito de andar.
“Teu andar é displicente.
Andar que acende a minha vontade
De querer interromper teus passos,
Apenas para te abraçar”.

E da minha janela, entre uma foto e outra, vejo pessoas.
Pessoas à flor da pele.
Apressadas, emudecidas
Entristecidas, apagadas
A carregar o peso de um olhar vazio.
De sonhos e de realidade
De dúvidas e ansiedade
Presas num espaço amplo
Dentro de um mundo pequeno
Pessoas que se perguntam
Se o amanhã será igual ao ontem

E a tarde se vai
E a noite vem
Com suas estrelas e lua
E vazia fica a rua
Sem ninguém
Para ver mais

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Então

Para ser feliz, não é preciso pretexto, motivo, intuito ou provocação.
Nascemos assim e pronto!
A residência do problema está no seguinte dia em que abandonamos a placenta aquática.
É preciso um pouco de sorte com os responsáveis escalados pela nossa sobrevivência.
Não raro tornamo-nos objetos abjetos fadados a subserviência e aí a felicidade não vai embora mas entra de "folga" e algumas esquecem de retornar ao trabalho.
É impossível ter alguma satisfação sendo "capacho", constrito ou encarcerado.
Pois: "Felicidade não se busca. Recupera!

Colaboração: Cãriùá - TaTaRaNa


domingo, 12 de dezembro de 2010

Eu quero o que virá!


Meu coração confuso e intenso
Hoje, sente ansiedade...
É um querer, uma vontade pelo novo,
Pelos amigos que ainda não conheço
Pelos desafios que ainda chegarão
Pelos amores que ainda virão
Uma expectativa de aspirar novos ares
De viver doces novos sonhos
Por Deus, que essa minha motivação não morra com a rotina..
Que sei que tudo virá, mas se eu me acostumar de novo,
Tudo voltará a ser como era, e isso eu não quero
Velhas lembranças de um passado recente, mas que não me tocaram, não me acrescentaram
Só algumas, e essas poucas eu quero guardar no meu peito, sempre
Por que foram elas que me fizeram crescer, foram elas que despertaram em mim o desejo da liberdade da minha alma, que vivia tão aprisionada em modelos, conceitos e padrões retóricos e sem sentido. Que me impediam de buscar o meu melhor no cotidiano, me impediam de ser feliz da maneira que eu sonhava e eu nem me dava conta, me acostumei com aquilo que não me pertencia. Que não me valia, então por que convivia com aquilo?  Por que demorei tanto pra enxergar o que estava diante de mim .
Não culpe ninguém pelo que você é, fez ou deixou de fazer, tudo depende de você. É só querer, eu já tô correndo atrás do meu destino, que sei que tem vezes que ele improvisa, dá uma forcinha, mas a maior parte sou eu que o faço, sem mim, nada acontece. E você, tá esperando o que, hein?

A vida me ensinou a nunca desistir
nem ganhar, nem perder
mas procurar evoluir...
história, nossas histórias
dias de luta, dias de glória

Dias de luta, dias de glória  –  Charlie Brown Jr
Por Nay Gonçalves

sábado, 11 de dezembro de 2010

Sorria



E você me ensina a sorrir
Para os momentos bons 
que existem na vida: 
O vento no rosto
As gotas de chuva.
Abraços de ternura.
Beijos na testa dos filhos.
Sorrir para os amigos mais chegados.
Aqueles que nos trazem alegria
Sorrir para o amado, 
aconchegada nos seus braços
E quando a tristeza chegar,
Mesmo que de vez em quando,
Sorria também para ela.
Que ela logo passará. 



Texto de Charles Chaplin
Ei! Sorria...
Mas não se esconda atrás desse sorriso...
Mostre aquilo que você é, sem medo.
Existem pessoas que sonham com o seu sorriso, assim como eu.
Viva! Tente! A vida não passa de uma tentativa.
Ei! Ame acima de tudo, ame a tudo e a todos.
Não feche os olhos para a sujeira do mundo, não ignore a fome!
Esqueça a bomba, mas antes, faça algo para combatê-la,
mesmo que se sinta incapaz.
Procure o que há de bom em tudo e em todos.
Não faça dos defeitos uma distância, e sim, uma aproximação.
Aceite! A vida, as pessoas, faça delas a sua razão de viver.
Entenda! Entenda as pessoas que pensam diferente de você, não as reprove.
Ei! Olhe... Olhe a sua volta, quantos amigos...
Você já tornou alguém feliz hoje?
Ou fez alguém sofrer com o seu egoísmo?
Ei! Não corra. Para que tanta pressa? Corra apenas para dentro de você.
Sonhe! Mas não prejudique ninguém e não transforme seu sonho em fuga.
Acredite! Espere! Sempre haverá uma saída, sempre brilhará uma estrela.
Chore! Lute! Faça aquilo que gosta, sinta o que há dentro de você.
Ei! Ouça... Escute o que as outras pessoas têm a dizer, é importante.
Suba... faça dos obstáculos degraus para aquilo que você acha supremo,
Mas não esqueça daqueles que não conseguem subir a escada da vida.
Ei! Descubra! Descubra aquilo que há de bom dentro de você.
Procure acima de tudo ser gente, eu também vou tentar.

Colaboração: Silvério Reis

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Pensamentos de Clarice



Nunca sofra por não ser uma coisa ou por sê-la...


Acho que devemos fazer coisa proibida - senão sufocamos. Mas sem sentimento de culpa e sim como aviso de que somos livres. 


Tenho que ter paciência para não me perder dentro de mim: vivo me perdendo de vista. Preciso de paciência porque sou vários caminhos, inclusive o fatal beco-sem-saída."


Olhou-se avidamente de perto no espelho e se disse deslumbrada: como sou misteriosa, sou tão delicada e forte.


Que vontade de fazer uma coisa errada. O erro é apaixonante. Vou pecar. Vou confessar uma coisa: às vezes, só por brincadeira, minto. Não sou nada do que vocês pensam. Mas respeito a veracidade: sou pura de pecados.


O que me atormenta é que tudo é 'por enquanto', nada é ' sempre'.  


E assim sou, fútil e sensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de um sentimento que subsista... Tudo em mim é tendência para ser a seguir outra coisa; uma impaciência da alma consigo mesma, como uma criança inoportuna; um desassossego sempre crescente e sempre igual. 


Estou sofrendo de amor feliz. Só aparentemente é que isso é contraditório. Quando se sente amor, tem-se uma funda ansiedade. É como se eu risse e chorasse ao mesmo tempo. Sem falar no medo que essa felicidade não dure. 


Ser feliz é uma responsabilidade muito grande. Pouca gente tem coragem.


(...) ás vezes me parece que estou perdendo tempo, ás vezes me parece que, pelo contrário, não há modo mais perfeito, embora inquieto, de usar o tempo: o de te esperar. 


"Não sei" não é resposta. Aprenda a encontrar tudo o que existe dentro de você.


Ah viver é tão desconfortável. Tudo aperta: o corpo exige, o espírito não pára, viver parece ter sono e não poder dormir - viver é incômodo. Não se pode andar nu nem de corpo nem de espírito." 


Sou minha perna, sou meus cabelos, sou o trecho de luz mais branca no reboco da parede, sou cada pedaço infernal de mim – a vida em mim é tão insistente que se me partirem, como a uma lagartixa, os pedaços continuarão estremecendo e se mexendo. Sou o silêncio gravado numa parede, e a borboleta mais antiga esvoaça e me defronta: a mesma de sempre. De nascer até morrer é o que me chamo de humana, e nunca propriamente morrerei. 


Vou continuar. É exatamente da minha natureza nunca me sentir ridícula. Eu me aventuro sempre. Entro em todos os palcos.


Luto para não ter o pior de todos os sentimentos: o que de nada vale nada.


E todos os dias ficarei tão alegre que incomodarei os outros, o que pouco me importa, já que eu tantas vezes sou incomodada pela alegria superficial e digestiva dos outros.


...eu romperei todos os nãos que existem dentro de mim, provarei a mim mesma que nada há a temer...

- queria poder continuar a vê-lo, mas sem precisar tão violentamente dele.