terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O Amor - Silvério Reis


O amor faz de todo mundo um grande poeta e,
se o amor não puder fazer de você um poeta,
então nada o fará.

O amor abre uma dimensão totalmente diferente em seu ser.
Sem ele você permanece confinado ao mundo da lógica.
Quando o amor começa a acontecer em sua vida,
a lógica começa a desaparecer,
acontece uma transcendência da lógica.

É por isso que a mente lógica sempre
chama o amor de loucura, de cegueira.
A lógica sempre condenou o amor,
chamando-o de cego, de louco.
Chama-o de tudo quanto é nome pelo simples motivo
de que o intelecto é incapaz de concebê-lo.

O amor é um mundo totalmente diferente.
Nada tem a ver com aritmética, com lógica, com ciência.
É imensurável, um território desconhecido.
Ninguém sabe exatamente o que ele é.

Mesmo aqueles que mais se aprofundaram
nele ficaram quase mudos — ele é inexprimível.

Mas a experiência é grandiosa, tão extática
que explode de diversas maneiras.
Pode explodir em dança, em música, em poesia,
em pintura, em qualquer tipo de criatividade.

O amor é sempre criativo.
E o mundo tem sido tão destrutivo simplesmente
porque ensinamos as pessoas a reprimir a energia do amor.

O amor reprimido se torna destrutivo.
O amor exprimido se torna criatividade.