segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

ODILON LUDUGERO, MEU PAI, por João Maria Ludugero

 

ODILON LUDUGERO, MEU PAI, 
por João Maria Ludugero.

És um ser formidável,
Inesquecível...
Meu pai comigo,
Meu grande amigo. 
Recordo, dia-após-dia,
Enlevado pelas estradas da lida,
Quantos passos caminhamos juntos.
E quando chego à margem do riacho das ideias,
Falo sem amargura
Da vertente da saudade, 
Essa dor que não tem cura. 
EU TE AMO, MEU GRANDE PAI!

MINHA VÁRZEA-RN: 54 PRIMAVERAS, por João Maria Ludugero

 

MINHA VÁRZEA-RN: 54 PRIMAVERAS, por João Maria Ludugero

Banhada és tu pelas águas do rio Joca, 
Donde, ao findar a tarde, tens um pôr-do-sol exuberante. 
Mãe de uma gente que te admira em belas cantigas, 
E, não te esquece, mesmo quando em terra tão distante. 

Orgulho puro o de quem nasceu de tuas entranhas, 
Por ver-te fortalecida, mesmo ferida pelo mão do estio. 
Sobrevivente da ambição da lida, não te estranhas, 
Nem a quem te feriu como num corte em carne viva. 

Em cada esquina de tuas quatro bocas há magia. 
E na tua praça do encontro, vês nascer novos amores. 
Mavioso encanto e inspiração na minha poesia, dia-após-dia,
És uma das mais belas dentre todas outras flores potiguares. 

Enamorado, apaixonado, te declaro: 
Que infinito é o que tenho ao coração. 
Como poeta, nos meus versos deixo claro. 

Todo o amor por ti: Várzea das Acácias!

PITOMBAS, por João Maria Ludugero

 
 
 

PITOMBAS,
por João Maria Ludugero.

Olá, menina venha me comprar pitombas,
Olá, faceira menina venha se deliciar na feira!

Tem da verde e da madura,
Tem cacho doce e de arretar;
Traga ligeiro sua mãe, menina-moça,
Sei que você quer me chupar pitomba.

Olá, contente menina alegre a vida,
Venha bem-querendo chupar pitomba!
Compre um cacho de pitomba madura,
Só não engula o caroço, por favor;
Que o danado pode entupir na saideira,
E assim vai sair fazendo aquele alvoroço.
Mas, não se demore na lida,
Venha que venha me chupar pitomba!