quinta-feira, 17 de outubro de 2013

CANTO DE PASSARINHO, por João Maria Ludugero

Ao lusco-fusco, costurei a rima 
De um poema ao teu sorriso 
Só pra te mostrar como é belo 
O despertar da saudade arisca 
Que dá sentido às trilhas da lida 
Não sei como tudo principiou, 
Mas afirmo que um estrondo 
De radiante e eufórica ternura 
Esbugalhou as nossas estruturas… 
Numa avalanche que catapultou 
Uma soma duplicada de doçura 
Que se alastrou em nosso interior. 
Apareceste na minha vida 
Como um sol do amar-elo 
Raiando meu ávido destino 
Colorindo os meus passarinhos 
Ajustados ao cio da cantiga. 
Apareci na tua corte solene 
Como um rei-menino arteiro 
Semeando recados de amor, 
Pedindo ao Supremo Arquiteto 
Um regador de estrelas cadentes 
Para chorar no teu colo de arrimo 
- Sou rio a desaguar com afinco 
No manjar de um real firmamento.