sexta-feira, 18 de março de 2011











CIRANDEIRO
Autor: João Maria Ludugero

Há uma fogueira no meu peito
Há uma Várzea acesa dentro dele
Há um coração em dia
De festa na rua grande
Há folguedos e bandeirolas coloridas
E a gente nem se preocupa em arriscar
Marcando o passo de ciranda em ciranda,
Até lá no rastapé, no relabucho
Da rua do arame, a gente faz o mundo
Girar à beça, e rodopia, sem pressa
Ensaia cantigas de roda de encantar. 
E ao dançar, a gente contente dança
E aprende a dar rasteira na tristeza,
Espanta os males, canta a reza,
Inventa bolas de qualquer coisa
O importante é jogar por jogar.
A criançada ainda aposta em brincar
De cabra-cega, de pique-esconde
De pimentinhas a pular cordas,
De teco-teco nas bolas-de-gude,
De corridas-de-saco, sem perder as bilocas,
De corridas-de-jegue, sem pensar nas agruras
Da vida que escorre por entre nossos dedos
Ao volver com a mão essa água salobra
Que derrama doçura na salada mista
De inocentes beijos, fazendo a cabeça da gente 
Seguir mais leve mente, ao encher o peito de paz
De uma paz que de tão autêntica não tem nome,
Que só existe nesse lugar, tão enorme que só sentindo.
Então por que não vir aqui cirandar?
Luz Própria - Rosamaria Roma


Cada pessoa brilha com luz própria entre as demais.
Não há dois fogos iguais.

Há fogos grandes
Fogos pequenos
Fogos de todas as cores.

Há pessoas de fogo sereno, que nem percebem o vento
E pessoas de fogo louco, que enchem o ar de faíscas.


Alguns fogos
São bobos, fracos, que não iluminam e nem queimam

Mas outros ardem na vida com tanta vontade
Que não se pode vê-los sem pestanejar

E quem se aproxima se acende, se ilumina!



Oi amigos!
Mais uma colheita nesse jardim que tanto adoro
Obrigada Sil pelo carinho
Bom final de semana