quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

CORUJICE, por João Maria Ludugero

Minha cara coruja
que cedo fascina
ao ensinar a mais pura verdade:
Sábio é aquele 
que enxerga a beleza nua e crua,

que enfrenta a lida,
que se aceita linda criatura

tudo a seu turno,
sem carecer de encarar a cara do sol,
posto que a noite fica bem na sua
a contemplar as estrelas.
Quem nunca bancou de corujice

cara a cara com a lua,
destemido a agasalhar  

sob as asas suas crias,
dando aconchego e amparo
de mãe ou pai corujas?
E ai de quem pensasse o contrário,
haja vista que a beleza que se aflora
é mesmo bastante relativa,
é algo assim de nascença
de dentro pra fora,
e vice-versa,
a completar a alma
que em nós habita.