quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Realidade ou Ilusão Virtual

Por: Cláudia Costa


Quando penso em você, o sorriso me visita imediato
Feliz e largo, cativo da tua existência em mim.
É o prazer, esse sobrenome que baixou aqui
Desde que nos esbarramos entre linhas e palavras perdidas
E resolvemos nos encontrar.
Para nossa surpresa total, combinamos
No olhar, nos divertimos juntos com nossas estradas
Reservas, histórias, bobagens e medos
Nos admiramos nas afinidades inesperadas,
Crescentes, elásticas, singulares...
Percebemo-nos na sedução velada
Recuamos juntos ao notar, do nada,
O quanto estávamos envolvidos.
Próximos...perigosamente próximos,
Apesar da distância imensa que nos limita
Voltamos devagar, rendendo-nos ao riso, a doçura, a vontade
A saudade!
Fizemo-nos mais juntos, amigos, queridos,
Insinuávamo-nos amantes...
Cautelosa e suavemente...
Para não queimar etapas.
Sem perceber te fiz rei do meu mundo
Senhor nos meus sonhos 
Homem preferido.
Sem perceber, te tirei da ilusão virtual
E te enchi de honras 
Na minha mais concreta realidade

terça-feira, 30 de agosto de 2011

......Poemizando

Florbela Espanca

Eu quero amar, amar perdidamente.
Amar só por amar.
O meu mundo não é como o dos outros,
  quero demais, exijo demais; há em mim 
uma sede de infinito, 
uma angústia constante
que eu nem mesma compreendo. 





domingo, 28 de agosto de 2011

Querer Simplesmente

Por: Sil Villas-Bôas


Eu quero um Mar. 

Um Mar de nós. 
Nós entre laços, afoitos, aflitos.
Envolvidos. 
Deitados em desalinho nos lençóis de algodão, 
cheirando a manhãs de chuva num domingo qualquer. 
Quero teu beijo, teu abraço, teus detalhes,
tua maneira avessa de respirar vida.
Quero teu cheiro no meu corpo.
Tua boca molhada e cheia de versos..... 
Perversos.

Preciso dos teus devaneios poéticos, grafitados nos muros da cidade.
Preciso que aceites meus sonhos, desenhados em tons de felicidade.
Quero você , em nós.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Amarras

Por: Rosamaria Roma


Daqui a alguns anos você poderá estar arrependido
Pelas coisas que não fez
Então...

Solte suas amarras
Afaste-se do porto seguro
Agarre o vento em suas velas
Explore
Sonhe
Descubra
Beije
Abrace
Sonhe
Abra a porta
Feche a porta
Leia um bom livro
Rasgue o livro
Mude de atitude
Fale mal
Grite
Reclame
Recomece
Termine
Recomece novamente


Comece tudo novamente quantas vezes forem necessárias
E crie o seu próprio final feliz!

Bom final de semana amigos!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sobriedade Delirante


Por: Cláudia Costa


Na inconstância mutante dos tempos que vivo
Onde tudo ocorre mais dentro que fora de mim
Entre vícios apaixonados, histórias bobas,
Realidades cortantes.


Por dias inteiros essa louca necessidade de controle
Não há mais vinhos, não há mais vícios apaixonados,
Não há mais anestésicos que preencham meus espaços
Não há mais espaço pra fugas
Não há mais fugas possíveis na sanidade.


Há essa realidade concreta
Que leva, dói, silencia o mundo
Arrebenta tudo por onde passa
Sem passado nem futuro
Existe HOJE
Existe AGORA.


Necessidade diferente
Pra uma alma passional
É viver na corda bamba
Da imensa responsabilidade de SER
Simples e complexo assim.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

domingo, 21 de agosto de 2011

BRASÍLIA E SEUS IPÊS EM FLOR


Ipê florido na Esplanada dos Ministérios

Autor: João Ludugero

E para acabar
com a pasmaceira da mente,
para adornar a alma da gente
a natureza tem por hábito
fazer brotar com toda força
ipês amarelos, roxos, brancos e rosas.
Tudo brilha a seu tempo,
sem que um venha
a furtar a cena do outro.
E essas cores se abrem no cerrado
do chão aos céus de Brasília,
envolvendo plena visão de beleza.
E a questão de cores não incomoda,
apreendê-las não complica.
Leva-nos em silêncio
ao encontro da paisagem armada,
além do concreto
do que é simples, bom e belo.
E a gente não cansa de ver os ipês,
apesar da ligeireza de sua florada.
Mesmo assim, muitas criaturas
não percebem e se acomodam numa sorte vã
ao levar a vida sem se deixar observar,
soltar-se às coisas simples,
só se apegando a ter o que todos têm,
de olhos fixos nas medidas exteriores.
Quando o bom da vida
é se deixar entranhar,
afinar os sentidos
para provar por si mesmo
que o maior dos desafios
começa a partir de dentro
para o alto, como a maravilha
dos ipês floridos!

#Devaneio

Por Marília Felix

E eu aqui,
Já não consigo reprimir as minhas pálpebras,
Elas teimam em se fechar...
Mas eu, que tenho asas diáfanas,
Não consigo deixar de imaginar,
Deixar de ver a esperança que vive entre nossas “costuras”
E que, do tempo, se farão presentes em nossos sorrisos tão parecidos.
Você que torna minha vida mais ingovernável,
Que me faz pular poças e mais poças, fazendo splashes sobre a água,
Respingando sobre mim,
A tua gargalhada.
E maximizando a minha felicidade...
Que és tua!
E eu encharco-me dela!

Beijos amigos!
Beijos Sil!
Ótima semana a todos!

sábado, 20 de agosto de 2011

DE SOSLAIO, UM POEMA À PUTA VIDA!

Autor: João Ludugero

Ainda não beira o anoitecer,
Mas já estais lá a rodar tuas alças 
A mirar os passantes da corte, de soslaio,
Quando jogas teu corpo desnudo, de salto alto,
E a alma sem ti, de pano de fundo
Perpassa entre o cetim encarnado
E o meio-fio da rua
De uma esquina de bar
Entre vitrines, néons e o barulho dos carros
A derrapar nas curvas sinuosas
pelas vias de paralelepípedos,
Só para espreitar tuas perfumadas tetas.
E lá estais a carregar teus fardos,
A rodar a bolsa ao pulso de desafiar a sorte
E nem sabes mais que cor teriam teus sonhos,
Posto que varas madrugadas a dentro, 
Sem mais notares que ainda há uma lua no céu
Quando submissa, triste e solitária
Retornas a ti, após tentares vender amor,
E recebes a paga, em troca,
Após teres sido possuída por um 'solidário'
Que teu rosto beija como a uma estátua.  
Abraça-te a nudez e simplesmente
Feito um cachorro no cio te lambe toda até o sapato,
De frente e verso, a fundo te ama, abusa,
Te faz de gata e o diabo a quatro por dois ou mais,  
Te usa e lambuza, e até reclamas de consolo
Ao te acusar de que poderias ser menos santa,   
Depois vai embora sem olhar pra trás!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Palavra

Por; Cláudia Costa

Sou escrava  da palavra
Que me incendeia
Preenche
Encanta
Fere
Mata

Da Palavra
Que transborda
Que cabe
Norteia
Agrega
Aprisiona

Sou dona da palavra
Que guardo
Leio ou Ouço

A palavra
Só me dói
Quando me falta. 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

FEITO ANTES....


Por: Sil Villas-Bôas


Será que ainda te verei como antes?
Nas madrugadas frias
Nos dias de imagens quentes e de ação


Será que ainda te terei?
Dentro do seu olhar em versos, em rimas.
Cheio de cores ou de neblina?


Será que ainda me olharás como antes?
Antes que o dia termine
Que a tarde acabe
E a noite fique uma simples rotina.


Ainda te guardo em mim.....
Através de tuas palavras...
Através do que ficou de você
E do que foi contigo.


sábado, 13 de agosto de 2011

DesesPeRadamente!


Autor: João Ludugero

Queria te amar assim 
sem o desespero de estar longe.
Não me deixar ficar fora de mim, sem ti 
como que a arrebatar do corpo a alma.
Mas acabo por me entregar, de súbito, 
e escorro pela flor da pele, pelos poros,
sinto suores, dores, frios e, sem norte,
tal qual um cachorro doido
corro pela lua cheia que me banha
em busca de uma saudade sem tamanho,
que não se acalma com sintomas de labirintite.
E o foco dessa saudade
é flor que me assanha 
que se abre em meu peito, arranha 
e o escancara fundo, 
oriunda desde a Espanha.
Amo-te com desejo de seiva e sorte,
que em tão e tanto mar seja acolhida,
e em teu coração me haja o suporte,
ao adornares meu veleiro em flor.
Não sei se mais aguentaria
outras promessas tais,
que, antes de cumpridas,
caíssem por terra,
sofressem outras ardentes podas,
 para o desate da ilusão que me acolhe
ou para a solidão desta seara ser banida.
Que cada fio do teu perdão me cinja o corte,
mil temores e cores da pele bandida,
que nunca mais a mim nada importe,
além de ti, meu amor pra toda vida.  
Que nunca mais me enlouqueças
ao ponto de cortar os pulsos,
longe de mim ter um coração suicida.
Quero ter a paz que ora me nina,
continuar na lida passo a passo, no batente, 
arregaçar as mangas, pintar o sete
e o diabo a quatro, viver a bem-me-querer.
Quero alvorecer aceso artesão, de certo 
acordar e ainda sonhar no meu ateliê 
com a firmeza de um amor concreto,
não regulado à euforia
de um gostar-relâmpago.
Por que sob o efeito de anfetaminas,
muitos se lançam ao proclamar extasiados
que amam de pedra a sapato,
e desesperadamente!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Escolhi ser feliz

A coragem é arriscar o conhecido pelo desconhecido
O familiar pelo não familiar
O confortável pelo desconfortável
Uma peregrinação trabalhosa para algum destino desconhecido.
A pessoa nunca sabe se é ou não capaz de lá chegar.
É um jogo
Mas só os jogadores sabem o que é a vida.
Osho



A vida é feita de mudanças
Umas boas
Outras nem tanto

Eu resolvi mudar
Dar uma chance pra felicidade
Se vou me arrepender? Não sei
Pelo menos eu vou tentar!

Beijos amigos!
Ótimo final de semana
Fiquem com Deus

Rosamaria Roma

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Poesia Inconveniente

Por: Cristian Steiner

Então a poesia é uma variável interveniente!

Na morta rotina ela vem provar que vivemos.

Um repentino raio inconveniente logo a frente,

Desperta do sono da vida que não escolhemos.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Você em mim


              Por: Cláudia Costa

A lembrança de você em mim
Anda tão gritante, tão ardida
E essa falta de palavra
Me deixa tão vazia...

Penso em você antes de abrir os olhos
Ao amanhecer
Antes de adormecer
Exausta...
Tentando esquecer...

Te trago comigo em detalhes,
Em quase todos os lugares
Te trouxe comigo
Quando você foi...

Em cada detalhe,
Cada momento,
Não me livro de tamanho sentimento
Não me alivio de ti.

Ao frequentar restaurantes
Ao escovar os dentes
Ao colocar camisola na hora de dormir...

Penso que esqueci
E quando vi
Já voltei a lembrar.

Deus...
Como eu fui feliz...
Como eu te quis...
Como faço agora
Pra te tirar de mim?

domingo, 7 de agosto de 2011

NUNCA É TARDE

Por: Sil Villas-Bôas




Se o tempo não pára. 
Por que temos que parar???? 
Continuemos a andarilhar.


Nos versos
Nos avessos
Nos tropeços
E nas estradas.


Andemos pela vida
Andemos para a vida
Caminhemos em direção
DO AMOR

E que a gente nunca pare.

sábado, 6 de agosto de 2011

O BALANÇO

Autor: João Ludugero

No quintal da minha casa
tem uma velha mangueira frondosa e verde.
Nela há um balanço feito de um pneu usado
há muito tempo dependurado
num braço da árvore
por espessa corrente.
Sempre que sobra tempo,
Eu vou lá a sentar no balanço,
subo, desço e faço um balanço da vida.
Recordo-me de instantes ali vividos,
das pessoas que cresceram comigo
E que tiveram que seguir outros rumos
E de tantas que já não mais voltam,
uma vez que se foram balançar noutro plano.
Eu continuo meu balançar
Pra cima e pra baixo,
Alegre brincando, encantado,
Sem vontade de parar tão cedo.
E assim vou levando a sina,
não com a barriga, mas com a vontade
de fazer bem feito a lida,
conversando cá com versos
que me ajudam a empurrar
meus sonhos desde criança.
E ora adulto não me sinto inválido,
não me canso desse eterno balanço.
E vou vendo esse filme passar,
a sorrir, chorar ou vice-versando,
sem me preocupar com a menção da crítica,
Vou decorando as próximas cenas.
E que venha o sol irradiar seus flashes
sem me furtar as cores
que vão e que vêm a cada capítulo
minha vida toda enfeitar
nesse balanço tão vívido,
de levantar a alma leve e solta,
sem escapulir de mim,
dando-me corpo à liberdade!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Simplesmente Tu!


Chegaste
Eu não te esperava

Contigo trouxeste a ternura, o desejo
E, mais tarde, o medo

Chegaste e eu não conhecia essa ternura
Esse desejo.

Em casa, no meu quarto
Eu vejo teus olhos na memória

Recordo do sorriso
E dos momentos de paz

O tempo passou...
Eu e tu sentimos esse tempo  passar

Mas

Quando nos encontrarmos de novo
Saberemos que não tínhamos nos separado. 

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

ESTOU EXISTINDO...





Por: Sidarta Reis

É como se os ventos soprassem mais forte.
As folhas se agitassem nas árvores trazendo os resíduos de saudade,
como se remontassem um turbilhão de emoções...
É que estou existindo!
Respirando fundo estou vivendo na velocidade da minha crença,
dos meus pensamentos chegando aos céus, driblando nuvens
... lá está meu corpo de pé ou no chão deixo-o olhar e mergulhar no horizonte. Atravessar o sussurro mágico do tempo, então viver as lembranças.
Dos castelos de areia que se desmancham,com um beijo gelado da marola aventureira.
Que estica seu manto na imensidão da praia.
Sobre o choro ressecado que meu coração escondeu, não deixo ninguém ver...ninguém! O que as costas das mãos apagaram, mas que existiu.
Nasceu talvez de uma revolta, sei lá...pode ser...tem que ser.
Meu grito vadio que assusta o tédio das borboletas,
as trombetas dos mágicos e dos andarilhos...
Bem vadios,quase moleque. O que me amedronta é a certeza de que estou existindo...estou respirando.
Então encho o peito de ar puro ou poluído, mas que ocupa espaço.
O sangue quente que se desespera nas veias, e nas lembranças.
Mãe ainda sou seu filho...pai aquele menino desajeitado cresceu e até parece um homem responsável...
No tempo onde o cansaço é rei e a juventude perde um pouco do brilho contagiante é porque sofri...sofri muito para conseguir aceitar e dar graças a Deus! Graças...graças de não fazer sorrir os que desistiram de achar que tudo é engraçado.
É como se chovesse e após a tempestade um cheiro de terra molhada e refeita se espalhasse pelo ar. É a certeza de que estou existindo...
Sentindo o aroma dos aromas, tatiando a consciência e me conscientizando de que estou mais velho talvez mais experiente quem sabe!
Um pouco mais incrédulo com certeza, e também mais corajoso no jogo precioso de lutar pela vida.
As pessoas não mais me encantam, tudo as vezes parece um enorme vazio e sem sentido; os olhares, os gestos, as palavras...que verdade elas terão?
Quando ouço uma música, vejo um filme, vejo uma obra de arte, as lágrimas insistem em participar deste momento mágico e único que se torna tão raros já que a beleza esta sendo substituída pela mediocridade dos tempos atuais.
Mesmo ai! estou existindo e pensando...que existo!

FAÇA ALGO POR VOCÊ; VIVA!
Sidartareis