quinta-feira, 18 de julho de 2013

CUCA LEGAL, por João Maria Ludugero.

Dia após dia, 
Aprendi a viver de verdade,
Procurando ser humilde 
Para evitar o orgulho, 
Mas sobrevoando dentro e alto 
para alcançar a sabedoria. 
E assim vou direto ao ponto 
Capaz de desvendar o labirinto, 
Sem medo da cuca pegar!

CONTENTAMENTO, por João Maria Ludugero.


Ora quero a leveza da simplicidade... 
A doçura de um coração puro 
Feito o da minha Mãe Dona Maria Dalva.
Ela me emocionava  tanto assim 
Num sagrado contentamento 
Com os mais sinceros gestos de carinho.
Quero o conforto e o aconchego 
De um abraço, um cafuné, um dengo...
Quero o calor de um amor 
Que me faça crescer confiante 
E a luz da vida esbanjando milagres 
Quando me pego a correr dentro e alto...
E assim, de repente, o astro rei invade minha alma 
Que se ilumina adiamantada,
Enquanto novas esperanças brotam radiantes 
A fazer o sol crescente se inteirar tangente
Na imensidão abrupta da lua de prata.

PERFEIÇÃO, por João Maria Ludugero.

Junto de mim apareceu 
Um anjo na forma humana,

Em suas mãos eu vi 
Uma enorme lança iluminada.
E na sua ponta de prata, 
parecia haver um fogo divino. 
Eu senti várias vezes como se o anjo 
A embutisse várias vezes no meu peito, 
De forma que adentrou 
Todas as minhas entranhas...
Quando ele a puxou, tirou com ela 
Meu fígado, dentre as tripas...
E me deixou totalmente costurado 
Com o grande amor de Deus.
A dor imensa me fez gritar ao silêncio 
E reviver várias vezes.
Estou vivo, a comemorar tamanho desfecho, 
Sob as graças do Supremo Arquiteto da Vida!

MENINO MEDONHO, por João Maria Ludugero.

Eu que ando nas rajadas do vento.
Ando curando as feridas...
Me ninando às brisas amenas,
Colhendo dádivas da vida.
Torno-me imenso
Ao me levar no infinito azul
Pelos ares afoitos e medonhos,
Com o sangue encarnado, às escâncaras.
Não me estanco pela ventania,
Vejo o tempo passando.
E eu o queria lento, sem me exaurir...
Ele descamba pelos cata-ventos inflamados
E nem sabe como sou apaixonado!
Como tenho sonhos acordados!
Como me envolvo em abraços
Que não se extinguem
Quando se dão aos meandros
Ao desvão, a divagar no pensamento.
Eu sei por quais caminhos me abranjo e ando.
Permaneço em meus voos arteiros,
Dentro e alto com minhas asas coloridas...

CORAÇÃO VERTENTE, por João Maria Ludugero.

Onde estiver o teu coração, 
Lá estará a tua verdade 
A correr dentro, acesa.

A tua cabeça fará 
Teu ser vibrar, acordado,
Desaguando 
Os infortúnios ao longe...
E, onde tudo vibra, 
Verte nesse potável rio 
Onde todos os sonhos 
Acontecem de vez.