terça-feira, 27 de setembro de 2011

Madrugada - Por Sil Villas-Boas

A  madrugada me entontece.
Teço com ela pequenos diálogos poéticos, de saudades.
De retornos de pensamentos que conduziam 
A um olhar. 
A uma presença.
Aos mistérios que não pude desvendar a tempo


A madrugada me levita nas canções repetidas.
Nas palavras aleatórias que a gente dizia
Nas frases que se soltaram de nós.


A madrugada mente pra mim.
Sacia minhas vontades breves
E seca minhas sementes leves
Impedindo-as de voar. 
Impedindo-as de sentir o dia chegar.