terça-feira, 20 de janeiro de 2015

POTÁVEL, AGRESTE E PLENA LUDUGERABILIDADE VARZEANA, por João Maria Ludugero

 
 
POTÁVEL, AGRESTE E PLENA LUDUGERABILIDADE VARZEANA,
por João Maria Ludugero

Há tanta varzeanidade que é absoluta e não pode ser perdida, mas pode permanecer em silêncio por falta de quem a expresse. Mas isso não acontece, pois Ludugero tem alma de menino levado da breca, é um João maduro imortal e o seu amanhã é o futuro de algo cujo crescimento e esplendor não tem limites, onde vive a andar, a correr dentro, a voar alto pela seara da Várzea das Acácias, sem qualquer medo da cuca esbaforida, sem carecer de meandros cabotinos, mas se precisar, João Ludugero é de assanhar até mesmo os pelos da venta!

Este princípio que dá varzeanidade à vida tem habite-se em nós e fora de nós; é imortal e certamente benéfico; não é ouvido, nem visto ou manjado, nem sentido pelo olfato, mas é percebido pelo Ludugero que deseja a percepção.
Ludugero e este homem menino medonho, é pois o seu próprio absoluto escrevinhador, produzindo para si glória ou luzes; é o conjugador do verbo Varzeamar em sua vida, na sua recompensa e na sua compostura em não deixar esmorecer essa perene e terna alegria em seus tão ricos, singelos e abrangentes versos tão potáveis ao coração agreste.

Esta varzeanidade é grande como a própria vida, é então simples e encantadora, a partir do relicário da mais simples das mentes humanas. Alimentando com ela os famintos e os sedentos ao alvedrio da cultura potiguar por ele sustentada, dia-após-dia!